Carnaval de São Paulo terá sistema para evitar chuva nos blocos

Empresa usa avião para bombardear nuvens com gotículas de chuva e antecipar as precipitações longe da folia

Empresa usa tecnologia que promete carnaval sem chuva

Carnaval de São Paulo poderá ter menos chuva neste ano

Carnaval de São Paulo poderá ter menos chuva neste ano

ANANDA MIGLIANO/ESTADÃO CONTEÚDO

O carnaval de São Paulo pode ser beneficiado com uma parceria entre uma marca de cerveja e uma empresa que promete antecipar chuvas e, assim, evitar que os foliões molhem suas fantasias.

Um avião irá sobrevoar nuvens de chuva e "bombardear" com gotículas de água. Dessa forma, aumentam as chances de chover longe das regiões ondem desfilam os blocos de carnaval. 

A empresa garante que a cada 10 nuvens que recebem as gotículas de água sete têm a chuva antecipada.

"A ação é localizada, trabalhando em nuvens de 1 a 6 km de diâmetro. Depois de 15 a 20 minutos, induz a chuva no local", diz a CEO da Modclima, Marjorie Imai.

A parceria tem como objetivo garantir um tempo melhor para o carnaval de rua da capital paulista.

"Nós identificamos que a chuva poderia atrapalhar a diversão dos foliões, então encontramos a Modclima que poderia nos ajudar a reverter esse cenário, fazendo chuva cair no local certo e tentar trazer o sol para o bloco", afirma o diretor de marketing da Skol Pedro Adamy.

Esta é a primeira vez que o serviço é utilizado no carnaval, mas a tecnologia é utilizada há pelo menos 12 anos em parceria com a SABESP, Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, e já foi aplicada em mais de 20 projetos para agricultura, florestas e parques nacionais.

"Ao induzir as chuvas de forma localizada, conseguimos fazer com que os recursos naturais da chuva sejam melhores aproveitados e da maneira correta, fazendo chover onde realmente precisa", afirma Marjorie Imai.

O projeto utiliza água sem nenhum aditivo, e, segundo a empresa, as chuvas contribuem para a recuperação de nascentes, ajudam a manter o solo mais umidificado e favorecem a cobertura vegetal.

"Hoje a tecnologia é usada para indução de chuvas em benefício de uma região alvo: abastecimento, agricultura, florestas, recarga de aquíferos, recuperação de rios, represas e mananciais", diz Marjorie.

*Estagiário R7, sob supervisão de Pablo Marques

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