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Tecnologia e Ciência Cientistas colocam 30 câmeras em baleias que vivem na Antártida

Cientistas colocam 30 câmeras em baleias que vivem na Antártida

Imagens registram hábitos desses grandes mamíferos marinhos para identificar possíveis consequências da mudança climática

Hábitos das baleias minke estão sendo monitorados por 30 câmeras

Hábitos das baleias minke estão sendo monitorados por 30 câmeras

Wikimedia Commons

Biólogos marinhos da Universidade da Califórnia em Santa Cruz, nos EUA, colocaram 30 câmeras a baleias minke, que vive nas águas da Antártida.

As imagens serão usadas para identificar hábitos e o impacto da mudança climática no comportamento desses grandes mamíferos marinhos.

Ari Friedlaender, que liderou a pesquisa, diz que a pesquisa é única por ser a primeira vez que os cientistas presenciam o meio ambiente pela perspectiva das baleias minke.

Friedlaender e sua equipe têm como objetivo entender como a concentração do gelo no mar pode afetar a forma com que a espécie se alimenta.

O pesquisador explica que nos últimos anos o Krill e outros peixes pequenos que são fontes de alimentação das baleias, foram afetados pelo aumento de temperatura média no planeta.

As minke estão sendo estudadas também para levantar hábitos alimentares, a vida em grupo e os locais onde costumam viver.

As câmeras gravaram entre 24 e 48 horas do cotidiano dos animais, que ainda estão sendo analisadas.

De acordo com a equipe, as baleias passaram 52% do tempo em mar aberto e apenas 15% em águas com grande quantidade de gelo.

*Estagiário R7, sob supervisão de Pablo Marques

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