Covid-19: DF inicia pesquisa de plasma de pacientes curados

Os cientistas investigam se os anticorpos desenvolvidos por uma pessoa curada podem contribuir para combater a doença em outro indivíduo

Plasma é tentativa de encontrar tratamento

Plasma é tentativa de encontrar tratamento

Reprodução/Record TV

A Fundação Hemocentro do Distrito Federal anunciou quarta-feira (29) o início de pesquisa para verificar a efetividade do tratamento de pacientes infectados pelo novo coronavírus com plasma de pessoas curadas. A investigação deste método ocorre também em outros estados, como Rio de Janeiro e em São Paulo.

A utilização do plasma convalescente é uma das tentativas de encontrar tratamentos que evitem o avanço da pandemia e a mortalidade em pacientes com convid-19 — doença causada pelo vírus. A hipótese é que os anticorpos desenvolvidos por uma pessoa curada contribuam para combater o vírus em outro indivíduo.

Ainda não há evidência científica deste benefício, contudo. Uma pesquisa realizada na China chegou ao resultado de três de cinco pessoas conseguindo ter alta da internação após receberem plasma. Mas a amostra é pequena. Por isso outros locais estão promovendo investigações semelhantes.

A Fundação convida pessoas que já tenham se recuperado da covid-19 para servirem como doadoras. Para participar, é preciso ter entre 18 e 60 anos, pesar no mínimo 60 kg, não ter filhos, não ter diagnóstico laboratorial de covid-19 (não valem, portanto, testes rápidos), estar sem sintomas há 15 dias e não ter tido complicações como parada cardíaca ou entubação.

Além disso, é preciso atender os requisitos normalmente exigidos para doação de sangue. Os interessados devem preencher um formulário, disponibilizado na página específica da pesquisa criada no site da Fundação Hemocentro.

O envio do formulário não garante a participação. Representantes da equipe da pesquisa entrarão em contato para verificar outras condições clínicas por meio de entrevista. Uma vez selecionada, a pessoa fará um procedimento denominado aférese, quando é realizada a separação do plasma por centrifugação da amostra de sangue.

“O tratamento da pesquisa pode não ser 100% efetivo, mas pode ajudar uma efetividade de acordo que estão nos nossos protocolos. Ele pode contribuir para que a gente possa mostrar os benefícios da utilização de plasma de pacientes que já estão curados”, declarou em cerimônia de anúncio da iniciativa o presidente da Fundação Hemocentro, Osnei Okumoto.