Empresas brasileiras migram para hub especializado em tecnologia nos EUA

Hub 55 terá estrutura específica para desenvolver empresas nacionais na América do Norte

Empresas brasileiras migram para hub especializado em tecnologia nos EUA

Universidade de Yale, local onde empresas brasileiras vão passar por fase de desenvolvimento nos EUA

Universidade de Yale, local onde empresas brasileiras vão passar por fase de desenvolvimento nos EUA

Reprodução

A partir de abril cinco startups brasileiras vão inaugurar o Hub 55, estrutura construída especificamente para a instalação e desenvolvimento de empresas nacionais no estado norte-americano de Connecticut.

As companhias brasileiras aproveitam a estrutura pronta e todo o suporte do Hub para abrir o mercado da América do Norte para seus negócios. A Corcam Tecnologia, uma das companhias que está prestes a fazer essa "mudança", é dedicada ao desenvolvimento de soluções tecnológicas de monitoramento da saúde humana. Além dos EUA, a Corcam mira o México e o Canadá, antes de seguir para a Comunidade Europeia, Japão e Índia, comenta o diretor técnico da empresa, Cesar Margarida.

— Os Estados Unidos são naturalmente o mercado prioritário, tendo em vista já obtermos a licença do FDA (a agência sanitária do país). Mas a oportunidade propiciada pelo Hub e os incentivos oferecidos pelo Estado de Connecticut foram decisivos para o nosso estabelecimento lá.

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Os diferenciais também conquistaram a empresa de desenvolvimento de softwares Aevo, que, ao lado da Corcam, é outra que está migrando para o Hub. O objetivo dela é testar a aderência dos EUA ao AEVO IMS, solução de apoio ao processo de produção industrial, afirma Rodrigo Dal Moro, diretor de produto da companhia.

— O mercado brasileiro já estava começando a ficar limitado para nós. Projetávamos o início do processo de internacionalização em 2018, mas a proposta de Connecticut ajudou na decisão de dar esse start antes. Teremos a oportunidade de estar em um local centralizado, abrir portas, entender a legislação, o mercado, consumo e conhecer possíveis parceiros.

Dal Moro ainda destaca as vantagens da localização, próxima de centros industriais dos Estados Unidos e Canadá, além da possibilidade de ter um contrato inicial de seis meses no Hub (enquanto as pesquisas e estruturação são feitas), sem a necessidade de se abrir empresa em solo norte-americano.

— Depois de uma avaliação, o próprio governo de Connecticut pode subsidiar essa abertura.

O Hub 55 ficará no centro da cidade de New Haven, no coração da Universidade de Yale, e a duas horas de Nova York e Boston. Ele oferecerá escritório montado, com equipe de apoio administrativo bilíngue, serviços subsidiados pelo governo local, auxílio para a estruturação de plano de negócios, recrutamento de profissionais e serviços de networking, para apresentação da empresa para a comunidade local, incluindo parceiros e clientes potenciais.

O projeto foi viabilizado pela consultoria que representa o estado na atração de investimentos no Brasil, a Paseli Consulting, através de uma parceria com a Associação para a Promoção da Excelência do Software Brasileiro (Softex), Associação Brasileira da Indústria de Equipamentos Médicos e Odontológicos (Abimo), Parque Tecnológico de São José dos Campos, Department of Economic and Community Development (DECD) do governo de Connecticut, Connecticut Economic Resource Center (Cerc), Biomedical Engineering Alliance & Consortium (Beacon) e Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações do Brasil (MCTIC).

Para o gerente executivo da Softex, Guilherme Amorim, o Hub 55 deve ajudar a ampliar a participação da tecnologia brasileira na América do Norte.

—  Será um espaço compartilhado onde ideias, experiência e contatos fluirão com um único objetivo: ampliar a participação de nossa tecnologia no cenário global. Levando em consideração todas as características do Hub 55 acreditamos que esse trabalho vai gerar boas parcerias.