Tecnologia e Ciência EUA planejam reunião com 30 países sobre crimes cibernéticos

EUA planejam reunião com 30 países sobre crimes cibernéticos

Sequestro de sistemas operacionais de empresas por recompensas têm afetado companhias de diferentes locais do mundo

Ataques milionários têm atingidos empresas do mundo todo

Ataques milionários têm atingidos empresas do mundo todo

Freepik

Assessores de segurança nacional dos Estados Unidos vão reunir autoridades de 30 países este mês para discutir planos para combater a crescente ameaça de ransomware (sequestro de sistemas operacionais em troca de dinheiro) e outros crimes cibernéticos, disse o presidente Joe Biden nesta sexta-feira (1º).

Uma discussão online liderada pelo Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca também terá como objetivo "melhorar a colaboração de segurança" em questões como "o uso ilícito de criptomoeda", disse Biden em um comunicado.

O governo Biden elevou a resposta sobre segurança cibernética aos níveis mais altos do governo, após uma série de ataques neste ano que ameaçaram desestabilizar o abastecimento de energia e alimentos dos EUA.

A empresa brasileira de carnes JBS pagou 11 milhões de dólares (aproximadamente R$ 66 milhões) para encerrar um ataque a seus sistemas que interrompeu a produção e que se acredita ter se originado de um grupo criminoso com ligações com a Rússia.

A Colonial Pipeline pagou a uma gangue de hackers que se acredita estar sediada na Europa Oriental cerca de 5 milhões de dólares (aproximadamente R$ 27 milhões) para recuperar o acesso a seus sistemas. Parte do dinheiro mais tarde foi recuperada pelas forças de segurança dos EUA.

Ambas as empresas pagaram os resgates em bitcoin.

O governo Biden espera que o novo grupo informal, chamando de Iniciativa Contra Ransomware, reforce a pressão diplomática que incluiu negociações diretas com a Rússia, além da Otan e do G7.

O governo dos EUA tem se concentrado cada vez mais em bloquear o que chama de "atividade cibernética maliciosa" da China — acusação que o governo chinês nega.

Não ficou claro quais países vão participar do encontro ou quando exatamente a reunião será realizada.

Últimas