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Tecnologia e Ciência Facebook favoreceu Netflix e Airbnb com acesso aos dados dos usuários

Facebook favoreceu Netflix e Airbnb com acesso aos dados dos usuários

Empresas teriam continuado a obter informações de amigos ligados aos perfis mesmo após mudança na rede social, segundo e-mails

Dados do Facebook

Netflix, AirBnB e Lyft tiveram acesso privilegiado aos dados do Facebook

Netflix, AirBnB e Lyft tiveram acesso privilegiado aos dados do Facebook

Pixabay

O Facebook teria compartilhado informações coletadas dos usuários com outras empresas, segundo as 250 páginas de e-mails e documentos obtidos pelo comitê do Parlamento britânico, que investiga o escândalo da Cabridge Analytica e casos de fake news.

A Netflix, o Airbnb e a Lyft, empresa de transporte compartilhado, teriam acessado dados da plataforma de Mark Zuckerberg de maneira privilegiada. Além do que está contido nos perfis, também foi possível acessar informações de amigos ligados às contas.

Essa prática teria sido banida da rede social em 2014, segundo o próprio Facebook. Porém, em 2015, um e-mail enviado por um funcionário da Netflix dizia: "Estaremos na lista de permissões para obter todos os amigos, não apenas amigos conectados".

O presidente do comitê do Parlamento britânico, Damian Collins, comentou o caso no Twitter.

"Acredito que há um interesse público considerável em publicar esses documentos. Eles levantam questões importantes sobre como o Facebook trata os dados do usuário, suas políticas para trabalhar com desenvolvedores de aplicativos e como eles exercem sua posição dominante no mercado de redes social."

Em um comunicado, o Facebook respondeu que os documentos "contam apenas um lado da história e omitem o contexto importante". A empresa afirma também que "as mudanças da plataforma em 2015 impediram que as pessoas compartilhassem as informações de seus amigos". 

Convite recusado

No fim de novembro, Zuckerberg foi convidado a participar da comissão parlamentar para dar explicações sobre o vazamento de 87 milhões de perfis para representantes do Reino Unido, Canadá, Argentina, Irlanda e Austrália.

O executivo não compareceu e recebeu críticas pela decisão.

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