Facebook pode usar criptomoedas com base em moedas nacionais

Companhia ainda planeja lançar a libra em julho de 2020, mas reconhece que poderia não atingir esse objetivo devido a obstáculos regulatórios

Facebook diz que pode usar criptomoedas com base em moedas nacionais

Facebook diz que pode usar criptomoedas com base em moedas nacionais

REUTERS/Dado Ruvic

 O Facebook, que enfrenta crescente ceticismo sobre sua moeda digital libra, disse no domingo (20) que a iniciativa poderia usar criptomoedas com base em moedas nacionais, como o dólar, em vez de sintéticas, como foi inicialmente proposto.

David Marcus, que lidera o projeto da libra no Facebook, disse em um painel bancário que o principal objetivo do grupo ainda era criar um sistema de pagamentos mais eficiente, mas estava aberto a procurar abordagens alternativas para o token de moeda que ele usaria.

"Poderíamos fazer de maneira diferente", disse ele. "Em vez de termos uma unidade sintética... poderíamos ter uma série de stablecoins, uma stablecoin em dólar, uma stablecoin em euro, uma moeda estável em libras esterlinas, etc", disse Marcus.

"Nós definitivamente poderíamos abordar isso com uma infinidade de stablecoins que representam moedas nacionais em formato digital", disse ele. "Essa é uma das opções que devem ser consideradas."

Marcus disse que não estava sugerindo que stablecoins indexadas à moedas fossem a nova opção preferida do grupo.

"Nós nos preocupamos com a missão e existem várias maneiras de fazer isso", disse Marcus à Reuters após o painel, acrescentando que a libra precisava "demonstrar muita agilidade".

Marcus disse à Reuters que o Facebook ainda planeja lançar a libra em junho de 2020, mas reconheceu que poderia não atingir esse objetivo devido a obstáculos regulatórios.

"Vamos ver. Esse ainda é o objetivo", disse Marcus à Reuters quando perguntado se a saída recente de vários grandes parceiros do projeto atrasaria o lançamento da moeda.

"Sempre dissemos que não avançaríamos a menos que abordássemos todas as preocupações legítimas e obtivéssemos a aprovação regulatória adequada. Portanto, não depende inteiramente de nós", afirmou.