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Tecnologia e Ciência Facebook vetará transmissão ao vivo de conteúdo em favor do ódio

Facebook vetará transmissão ao vivo de conteúdo em favor do ódio

Rede social também impedirá que os usuários postem ou compartilhem assunto proibido, como a distribuição de imagens de exploração infantil

Facebook veto conteúdo de violência e ódio

Facebook irá impedir transmissão ao vivo a favor da violência e do ódio

Facebook irá impedir transmissão ao vivo a favor da violência e do ódio

REUTERS/Dado Ruvic - 28.3.2019

O Facebook anunciou novas medidas para impedir a proliferação de conteúdo que induz a violência e o ódio, como aconteceu com o vídeo do ataque na Nova Zelândia, incluindo o bloqueio da opção de transmissão de vídeos ao vivo para usuários que compartilham publicações deste tipo.

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A intenção da tecnologia é bloquear o acesso à ferramenta "Facebook Live" por 30 dias, aproximadamente, a qualquer usuário que tenha compartilhado uma postagem que contrarie sua política de comunidade, por exemplo uma referência sem contexto a um link de uma declaração de um grupo terrorista.

Para isso, a empresa de Mark Zuckerberg destinará uma verba de US$ 7,5 milhões, cerca de R$ 30 milhões, em tecnologia de análise de imagem e áudio, segundo um comunicado ao qual a Agência Efe teve acesso.

Além disso, ele também planeja transferir o novo modelo de restrição para "outras áreas" nas próximas semanas.

Por exemplo, ele impedirá que os usuários que postam ou compartilhem conteúdo proibido, como a distribuição de imagens de exploração infantil, possam criar anúncios.

Até agora, o Facebook havia escolhido excluir apenas o conteúdo da plataforma e remover temporariamente ou bloquear páginas e contas que eram contra os regulamentos de uso.

Com o novo regulamento, a plataforma reduz a barreira da permissividade, mas especialmente em relação à ferramenta Live, usada pelo agressor das mesquitas em Christchurch, na Nova Zelândia, para transmitir ao vivo o ataque no qual ele matou 51 pessoas e deixou 50 feridos.

Naquele momento, o Facebook tentou impedir a divulgação do vídeo, removendo a conta dessa rede social e do Instagram do agressor depois que a polícia tomar conhecimento da transmissão ao vivo, mas a essa altura já havia sido compartilhada por milhares de usuários.

O Facebook já possui uma operação composta por 30 mil funcionários em várias partes do mundo, direcionada a partir de Dublin, para detectar e interceptar conteúdo que afeta a segurança da plataforma, além de publicações que podem ser perigosas para o mundo "offline".

No entanto, justifica o novo item do orçamento com a necessidade de "investigar mais profundamente" novas técnicas para identificar imagens e vídeos editados ou manipulados e que podem ser compartilhados em diferentes formatos e por várias contas diferentes, como no caso de Christchurch.

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