Tecnologia e Ciência Fotos, posts e curtidas são fonte de informações para cibercriminosos

Fotos, posts e curtidas são fonte de informações para cibercriminosos

Engenharia social é a estratégia usada por cibercriminosos para obter diversos dados privados na internet sem levantar suspeitas

riscos na internet

Informações publicadas nas redes sociais podem ser usadas em crimes digitais

Informações publicadas nas redes sociais podem ser usadas em crimes digitais

Pixabay

O simples ato de compartilhar qualquer informação nas redes sociais pode facilitar a ação de um hacker. As fotos, os posts e as curtidas revelam hábitos e preferências dos usuários que podem ser usados como uma isca para golpes aplicados na internet.

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Engenharia social é o nome da estratégia usda por cibercriminosos para convencer as vítima a passar informações sensíveis ou confidenciais.

Tudo está disponível nos perfis nas redes sociais e cibercriminosos conseguem acesso a tudo sem levantar suspeitas.

É possível descobrir o nome de familiares, hobbies, profissão e local onde uma pessoa trabalha em poucos cliques. As mesmas informações que ajudam a conectar amigos e seguidores são brechas para crimes digitais.

Outro comportamento de risco são os posts que revelam uma rotina. Segundo o hacker especializado em segurança digital Igor Rincon, quando alguém publica muitas fotos em um mesmo restaurante, por exemplo, informa qual link ou propaganda falsa pode ser mais efetivos.

Uma foto muito comum no Instagram é a de bilhetes de embarque dentro do passaporte antes de entrar no avião. A ideia de dividir com amigos e familiares o início das férias, por exemplo, pode ser perigosa. “A informação sobre uma viagem é muito útil para aplicar golpes", diz o hacker Rincon.

A chantagem é outro risco que relacionado com o excesso de visibilidade na internet. O golpe conhecido como sextortion usa as informações disponíveis na rede para gerar desconfiança da vítima sobre a sua privacidade e assim extorquir dinheiro.

"A vítima recebe um email de alguém que demonstra ter diversas informações pessoais, inclusive fotos e mensagens comprometedoras. Por medo de ter a vida exposta, a pessoa aceita pagar para pelo suposto sigilo", explica o coordenador do curso de Defesa Cibernética da FIAP, Humberto de Souza.

Muitas vezes os criminosos exigem pagamento em bitcoins, moedas eletrônicas criptografadas, para não deixar rastros e assim dificultar ainda mais a busca por um responsável.

Para se proteger desse tipo de crime, é aconselhável ter precaução e evitar expor demais a vida em perfis nas redes sociais. O hacker Igor Rincon orienta a pessoas a "pensar como um hacker".

"Os posts nas redes precisam ser feitos considerando se aquilo poderá ser usado em uma chantagem ou se revela alguma informação que não deveria”, explica Rincon