Tecnologia e Ciência França, Alemanha e Itália querem barrar moeda digital do Facebook

França, Alemanha e Itália querem barrar moeda digital do Facebook

Libra foi anunciada pela empresa de Mark Zuckerberg em junho e tem sido alvo de críticas e de desconfiança de países e empresas

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Moeda digital do Facebook sofre resistência de países europeus

Moeda digital do Facebook sofre resistência de países europeus

Dado Ruvic/ Reuters - 21.06.2019

A Libra, criptomoeda do Facebook, está sofrendo resistência na Europa. A França se juntou à Itália e à Alemanha no movimento do G7, grupo das sete maiores economias do mundo, para barrar e nova empreitada da empresa de Mark Zuckerberg.

As moedas digitais não são regulamentadas por bancos centrais e por isso são alvo de desconfiança de países e empresas. Acredita-se que essa tecnologia pode ser usada para crimes financeiros, como lavagem de dinheiro.

"O G7 acredita que nenhum projeto global de nova criptomoeda deve entrar em operação até que os desafios e riscos legais, regulatórios e de supervisão sejam abordados", disse à Reuters Benoit Coeure, diretor do Banco Central Europeu. 

O governo norte-americano também não está confortável com a nova criptomoeda. Em julho, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, afirmou em entrevista coletiva que existe a preocupação de que a Libra poderia ser usada para a lavagem de dinheiro e para terrorismo financeiro.

Em comunicado, a Associação Libra, que apoia a criptomoeda, disse respeitar a soberania nacional sobre a política monetária, bem como as regras contra a lavagem de dinheiro e outros esforços para impedir finanças ilícitas.

Queda no apoio

No começo de outrubro, quatro meses após o lançamento da Libra, um quarto dos membros originais da iniciativa, incluindo as gigantes de cartão de crédito, decidiram se desvincular.

Em meio a um rigoroso controle regulatório, as 21 empresas que apoiam a Libra se comprometeram a avançar com o projeto. O lançamento da criptomoeda do Facebook deve acontecer em 2020.