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Tecnologia e Ciência LinkedIn anuncia que plataforma deixará de funcionar na China

LinkedIn anuncia que plataforma deixará de funcionar na China

Rede social era a única ligada a uma grande empresa ocidental que seguia operando no país asiático

Agência EFE
LinkedIn deixará de funcionar na China até o fim deste ano

LinkedIn deixará de funcionar na China até o fim deste ano

Reuters/Dado Ruvic/Illustration

A plataforma de contatos profissionais LinkedIn anunciou nesta quinta-feira o fechamento do portal na China, por causa "das dificuldades operacionais e dos requisitos" impostos pelo governo do país asiático.

A rede social, que é propriedade da Microsoft, era a única de grande porte do Ocidente que seguia operando na China, onde o Facebook, que é proprietário de Instagram, WhatsApp e Messenger, e o Twitter estão proibidos desde 2009. Já o Google deixou o país em 2010, também devido às restrições impostas pelo governo local.

"Enfrentamos um entorno operativo significativamente mais difícil e grandes requisitos de conformidade na China", aponta texto publicado no blog corporativo da plataforma.

Em março, o governo do país asiático deu prazo de 30 dias para que a plataforma aumentasse a regulação dos conteúdos, segundo informou o jornal americano The Wall Street Journal nesta quinta-feira (14).

A partir disso, ocorreram várias notificações por parte do LinkedIn a usuários cujos perfis passavam a estar bloqueados, entre eles, o de ativistas defensores dos direitos humanos e jornalistas, que compartilharam conteúdos proibidos pelo Partido Comunista.

Uma versão "localizada" da plataforma foi lançada na China em 2014, já com adesão à censura governamental imposta no país. No entanto, nos últimos meses, houve um endurecimento nas restrições, o que levou à medida adotada hoje.

"Embora tenhamos tido êxito ao ajudar os usuários chineses a encontrar trabalho e oportunidades econômicas, não conseguimos o mesmo êxito nos aspectos mais sociais, de compartilhar conteúdos e estar informado", indica o texto publicado.

A data precisa do fechamento da plataforma na China ainda não foi divulgada. No entanto, a expectativa é que aconteça até o fim do ano.

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