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Tecnologia e Ciência Mulher processa Facebook e acusa site de permitir tráfico sexual

Mulher processa Facebook e acusa site de permitir tráfico sexual

Norte-americana afirma ter sido vítima de estupro, espancamento e tráfico sexual por um homem que se passou por um amigo na rede social

Tráfico sexual no Facebook

Mulher teria sido atraída por um homem que se passou por um amigo na rede social

Mulher teria sido atraída por um homem que se passou por um amigo na rede social

Pixabay

Uma mulher norte-americana, que afirma ter sido vítima de estupro, espancamento e tráfico sexual aos 15 anos por um cafetão que se passou por um amigo no Facebook, entrou com ação judicial contra a rede social, alegando que os executivos da empresa sabiam que menores de idade estavam sendo atraídos para o comércio sexual por meio da plataforma.

A mulher, identificada apenas por um nome fictício nos documentos judiciais apresentados na segunda-feira (1°), também acusou o site de classificados Backpage.com, agora fechado, e seus fundadores.

O Facebook e os advogados do Backpage e dos ex-funcionários do site citados no processo não responderam aos pedidos de comentários.

De acordo com a ação judicial, a mulher iniciou uma amizade virtual pelo Facebook em 2012 com um usuário que aparentemente tinha muitas informações sobre os amigos "da vida real" dela. O homem enviou mensagens pela rede social para a vítima, de acordo com documentos do processo a que a Reuters teve acesso.

A acusação alega que em um dado momento o traficante se ofereceu para consolar a mulher, depois de uma discussão com a mãe, mas após buscá-la em sua casa, ele a espancou, estuprou e tirou fotos que publicou no Backpage.

O processo diz que o Facebook não fez o suficiente para verificar a identidade do usuário em questão e que a vítima nunca foi alertada de que traficantes sexuais estavam operando na rede social.

Os advogados de acusação, David Harris e Louise Cook, da Sico Hoelscher Harris, não responderam imediatamente a pedidos de comentários.

O Backpage teve suas operações encerradas pelas autoridades este ano após uma investigação do Departamento de Justiça dos Estados Unidos sobre alegações de que o site era usado principalmente para comércio sexual.