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Tecnologia e Ciência No Brasil, Facebook será investigado pelo uso de reconhecimento facial

No Brasil, Facebook será investigado pelo uso de reconhecimento facial

Rede social de Mark Zuckerberg utiliza a tecnologia para garantir mais segurança, mas dados coletados também podem ser um risco para a privacidade

Privacidade na rede

Leitura facial do Facebook pode ser um risco para privacidade dos usuários

Leitura facial do Facebook pode ser um risco para privacidade dos usuários

Regis Duvignau/Reuters - 03.06.2018

O Ministério Público do Distrito Federal (MP-DFT) anunciou na última segunda feira (23) que abrirá um inquérito para investigar como funciona o reconhecimento facial do Facebook. Essa tecnologia consegue identificar pessoas a partir da leitura das características da face.

Segundo a rede social, os dados coletados são usados como um item de segurança. Além de facilitar as marcações de amigos e amigas em fotos, também dificulta que mais de uma conta use a mesma foto de perfil. Essa seria uma medida para inibir a disseminação de perfis falsos

As autoridades brasileiras, porém, querem ter certeza de que esse novo banco de dados não é uma violação de privacidade. Outra linha da investigação tentará descobrir se a plataforma estaria criando uma brecha para ser usada como um instrumento discriminatório. 

Segundo a portaria publicada pelo MPF, o software não seria eficiente para realizar a leitura facial de pessoas com a pele negra, mas consegue ler com êxito o rosto de pessoas com pele clara.

Um estudo divulgado em fevereiro deste ano pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts o programa utilizado pelo Facebook falhou em 34,7% das tentativas de ler o rosto de uma mulher negra. Por outro lado, somente em 0,8% das pessoas com a pele branca passaram pela mesma situação.

A partir da leitura do rosto, a rede social de Mark Zuckerberg também poderia identificar com certo êxito a orientação sexual dos usuários.

O Facebook anunciou uso da leitura facial como um recurso de segurança em dezembro de 2017, mas o uso dessa tecnologia para facilitar as marcações em fotos está presente na plataforma desde 2010.

De acordo com o projeto da Lei de Proteção de Dados, que aguarda sanção do Presidente da República, são dados pessoais sensível as informações sobre origem racial ou étnica, a convicção religiosa, a opinião política, a filiação a sindicato ou a organização de caráter religioso, filosófico ou político, dado referente à saúde ou à vida sexual e dado genético ou biométrico.

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