Tecnologia e Ciência Pesquisa nos EUA mostra que idosos compartilham mais fake news

Pesquisa nos EUA mostra que idosos compartilham mais fake news

Segundo estudo realizado com 3.500 usuários do Facebook, usuários com mais de 65 anos compartilharam sete vezes mais notícias falsas do que jovens

Idosos compartilharam mais fake news que jovens

Idosos compartilharam mais fake news que jovens

PXHERE

Uma pesquisa que analisou 3.500 perfis do Facebook concluiu que usuários idosos de tendência conservadora são o grupo mais propenso a compartilhar fake news dentro da rede social.

O estudo foi feito por pesquisadores da Universidade de Princeton, em Nova Jersey, em parceria com a Universidade de Nova York, e publicado na revista Science Advances na última quarta-feira (9).

Os resultados mostraram que usuários acima dos 65 anos compartilharam notícias falsas numa proporção sete vezes maior que o grupo mais joven, com idades entre 18 e 29 anos.

Efeito das fake news

O intuito dos pesquisadores era analisar os efeitos das fake news durante o período da eleição presidencial norte-americana de 2016, vencida por Donald Trump.

Usuários foram abordados por meio de um site de pesquisas políticas e concordaram em instalar um pequeno aplicativo em seus celulares, que compilava dados sobre como eles acessavam notícias por meios de seus perfis e quais conteúdos eles compartilhavam.

Análise dos números

Entre os perfis que participaram da pesquisa, apenas 8,5% compartilharam notícias postadas em sites sabidamente falsos. A divisão por idade mostrou que 11,3% dos usuários acima de 65 anos fizeram isso, contra 3% dos usuários entre 18 e 29 anos.

Em número absoluto de textos de sites falsos, o grupo de mais idade compartilhou sete vezes mais textos do que o grupo mais jovem e cerca de duas vezes mais do que o grupo entre 45 e 65 anos. 

Na divisão partidária dos EUA, entre os usuários que se identificaram como eleitores do Partido Republicano, de Trump, 18% compartilharam algum tipo de conteúdo falso. Entre os democratas, apenas 4% fizeram o mesmo.

WhatsApp: conheça os sinais de que você recebeu uma fake news