Pesquisadores de Oxford vão testar vacina contra coronavírus

Equipe de pesquisadores começará os teste na próxima quinta-feira (23) e expectativa é lançar uma vacina ainda neste ano

Secretário de Saúde, Matt Hancock

Secretário de Saúde, Matt Hancock

Alkis Konstantinidis/ Reuters - 2.4.2019

Pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, anunciaram nesta terça-feira (21) que devem começar a testar uma vacina para o coronavírus na próxima quinta-feira (23) em humanos. A intenção da equipe é ter a vacina pronta ainda no segundo semestre deste ano.

Segundo o jornal britânico The Independent, a informação é dada pelo secretário de Saúde do Matt Hancock durante uma coletiva de imprensa. Hancock anunciou um investimento de 20 milhões de libras (mais de R$ 130 milhões) para a pesquisa da Universidade de Oxford. Também serão destinados 22, 5 milhões de libras a pesquisadores do Imperial College de Londres.

Leia mais: Bill Gates financia sete potenciais vacinas contra coronavírus

Sarah Gilbert, professora em Oxford, disse que a vacina que está sendo desenvolvida por sua equipe pode estar pronta para uso em setembro.

Durante a entrevista coletiva, Hancock informou que a “equipe acelerou o processo de testes, trabalhando em parceria com a MHRA (Agência Reguladora de Medicamentos e Assistência Médica)."

Ainda declarou que "em tempos normais, chegar a esse estágio levaria anos" e está "muito orgulhoso do trabalho realizado até agora."

O governo também deve investir na capacidade de fabricação das vacinas, para que, assim que o medicamente estiver pronto possa ser disponibilizado "o mais cedo possível".

Também alertou que “nada sobre esse processo é certo. O desenvolvimento da vacina é uma questão de tentativa e erro e tentativa novamente. Essa é a natureza de como as vacinas são desenvolvidas. "

Ainda, o governo se comprometeu a apoiar "ao máximo" e deve disponibilizar os recursos necessários para que os pesquisadores tenham mais chance de sucesso o mais rápido possível".

Hancock deixou claro que acredita que o Reino Unido poderá colher um benefício econômico gigantesco se for o primeiro a alcançar o "Santo Graal" de uma vacina que poderia proteger o mundo inteiro contra o Covid-19.