Tecnologia e Ciência Pessoas com renda alta são mais confiantes e orgulhosas, diz estudo

Pessoas com renda alta são mais confiantes e orgulhosas, diz estudo

Pesquisadores analisaram cerca de 1,6 milhão de pessoas de 162 países diferentes para chegar aos resultados

Indivíduos com renda alta possuem mais confiança

Indivíduos com renda alta possuem mais confiança

Freepik

Pesquisadores dos Estados Unidos e de Cingapura realizaram um estudo que revelou que pessoas com renda mais alta são mais confiantes, mais orgulhosas e são menos amedrontadas do que as que possuem um renda menor. Os resultados foram publicados no jornal da Associação Americana de Psicologia, na última quinta-feira (4).

Para chegar a essa conclusão, os autores do estudo analisaram dados de cerca de 1,6 milhão de pessoas em 162 países diferentes, como Alemanha, Estados Unidos, França e Japão. 

Os resultados indicaram que uma renda mais alta fez com que as pessoas tivessem mais amor próprio, confiança, orgulho e determinação. Enquanto isso, A renda mais baixa foi relacionada a emoções e sentimentos negativos, como insegurança e vergonha. 

"Ter mais dinheiro pode inspirar confiança e determinação, enquanto ganhar menos está associado a tristeza e ansiedade", destacou  Eddie MW Tong, professor associado de psicologia da Universidade Nacional de Cingapura, no artigo publicado.

Os voluntários que participaram do estudo responderam um questionário informando a sua renda, e também dizendo como estavam se sentindo nas últimas semanas, incluindo emoções positivas e negativas de autoestima. Além disso, eles também informaram como estavam se sentindo em relação a outras pessoas, como sentimentos de amor, raiva ou compaixão. 

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A equipe de pesquisadores descobriu trambém que os diferentes níveis de renda podem ter efeitos a longo prazo. Depois de analisar uma pesquisa realizada anteriormente, foi possível notar que pessoas com receitas mais altas apresentaram emoções positivas depois de até 10 anos do estudo inicial, e indivíduos com renda mais baixa tendem a expressar sentimentos negativos durante o mesmo espaço de tempo.

Segundo o estudo, os resultados foram muito semelhantes em países desenvolvidos, como Reino Unido e Estados Unidos, e naqueles que ainda estão em desenvolvimento, como Angola, Camboja e Burkina Faso.

*Estagiário do R7 sob supervisão de Pablo Marques

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