Tecnologia e Ciência Polícia de São Francisco, nos EUA, poderá usar robôs para matar suspeitos

Polícia de São Francisco, nos EUA, poderá usar robôs para matar suspeitos

Legislação aprovada pelo conselho da cidade prevê o uso de máquinas em situações de 'risco de perda de vida'

Resumindo a Notícia

  • O governo de São Francisco aprovou o uso de robôs com força letal pela polícia
  • No regulamento aprovado, as máquinas podem ser usadas em situações de muito risco
  • A medida foi fortemente criticada por grupos de direitos civis
  • A polícia local tem 17 robôs atualmente, e diz que nenhum deles receberá carga letal
Um robô usado em uma ação por policiais de Israel

Um robô usado em uma ação por policiais de Israel

מוטי פנחסי (Sob Licença Creative Commons)

Administradores da cidade de São Francisco, nos Estados Unidos, aprovaram o uso de robôs pela polícia para matar ou incapacitar criminosos. O regulamento foi aprovado na terça-feira (29) pelo Conselho de Supervisores por 8 votos a 3, apesar das críticas de grupos de liberdade civil, que advertiram que o uso de máquinas pode ampliar a letalidade da polícia.

Segundo a medida, os robôs policiais só usarão "a opção de força letal quando o risco de perda de vida para membros do público ou oficiais for iminente e superar qualquer outra opção de força disponível”. É importante observar que essas são as mesmas regras do uso de força letal por policiais humanos.

Segundo dados divulgados pelo site The Verge, a força policial da cidade possui atualmente 17 robôs, 12 deles plenamente operacionais. Em um comunicado, o governo divulgou que não tem planos de armar as máquinas que possui, mas não excluiu a possibilidade de comprar algumas mais modernas futuramente.

Não seria a primeira vez que um departamento de polícia do país usaria um robô para matar um criminoso. Em 2016, agentes de Dallas, no Texas, armaram um robô antibomba para matar um homem que atirou em um comício e matou cinco policiais.

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Um dia antes da aprovação do regulamento, a ONG Electronic Frontier Foundation criticou o uso de equipamento militar em um contexto civil.

Em um texto no blog, a organização disse ainda que a lei possui "uma linguagem incrivelmente ampla", uma vez que fica a cargo dos próprios governantes definirem exatamente o que é uma situação "extrema" e arriscada.

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