Astronomia

Tecnologia e Ciência Primeiro cometa interestelar detectado até agora está intacto

Primeiro cometa interestelar detectado até agora está intacto

Segundo cientistas, o cometa 2IBorisov tem uma cauda muito homogenia e isso indicaria que nunca passou perto de uma estrela

Cometa 2IBorisov  foi observado pela primeira vez em agosto de 2019

Cometa 2IBorisov foi observado pela primeira vez em agosto de 2019

Pixabay

O primeiro cometa interestelar, observado em 2019, se revelou o mais intacto entre aqueles conhecidos, com uma composição praticamente íntegra desde a sua formação, de acordo com um estudo publicado nesta terça-feira (30).

Trata-se do cometa 2IBorisov, observado em 30 de agosto de 2019 por um aficcionado ucraniano, Gennady Borisov.

Por sua trajetória, os cientistas deduziram que não poderia vir do interior do Sistema Solar e que, portanto, era um cometa único.

Uma equipe internacional trabalhou com o telescópio VLT do Observatório Europeu Austral (ESO), no Chile, para determinar as características mineralógicas deste corpo celeste, cujo núcleo tem um raio de menos de 1 km.

Os cientistas usaram a técnica de polarização, que permite que esses dados sejam deduzidos por meio da luz refletida.

Ao contrário dos cometas "locais", a cauda de Borisov tem uma "polarização muito homogênea", disse à AFP Philippe Bendjoya, pesquisador do Centro Nacional Francês de Pesquisa Científica e co-autor do estudo publicado na revista Nature Communications.

"Isso significa que Borisov nunca passou perto de uma estrela", de acordo com Bendjoya.

É, portanto, o cometa mais "imaculado" conhecido até hoje, o que em termos astronômicos significa que nunca passou perto o suficiente de uma estrela para ser transformado por seu calor.

Borisov apenas se parece com outro cometa nativo do Sistema Solar, o famoso Hale-Bopp, observado em 1995.

Acredita-se que ele só tenha se aproximado do Sol uma vez e, portanto, foi pouco alterado pela radiação e ventos solares. Sua composição teria permanecido intacta desde sua formação, durante a criação do Sistema Solar, há 4,5 bilhões de anos.

"Certamente nunca saberemos, já que não podemos observá-lo novamente". O cometa está atualmente perto de Saturno e está saindo do Sistema Solar. E não vai voltar.

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