Programa Inova 360 Inovação 6.0, a inovação cultural. Prontos para a nova era que começa?

Inovação 6.0, a inovação cultural. Prontos para a nova era que começa?

A convicção, na perspectiva de poder mudar o destino e seus entornos, por meio da adoção do pensamento inovador como aspecto cultural

A convicção, na perspectiva de poder mudar o destino e seus entornos, por meio da adoção do pensamento inovador como aspecto cultural

Por Cid Vianna

No livro intitulado “Innovacion 6.0 – El fin de la estrategia”, o professor Xavier Ferrás, da Universidade de Barcelona, compila de forma muito concisa e pragmática os estágios pelos quais o processo inovador percorreu ao longo dos anos, desde o seu surgimento conceitual até os dias atuais.  Mais do que isso, ele propõe um esboço bem construído do que devemos esperar para um futuro próximo.

O ponto alto da obra é a utilização de analogias de que organizações empresarias são organismos vivos e, desta forma, disputam recursos em ambientes altamente hostis em busca de sobrevivência, como em um ecossistema biológico real.

Em outras palavras, a inovação é uma peça chave na cadeia evolutiva e assim deve ser encarada.

Nos acostumamos a ver o processo de inovação dentro das empresas, não importando o mercado no qual ela esteja inserida, como algo que deve estar presente, assimilado e implementado como mais uma estratégia corporativa que é demandada pelo momento presente.  Infelizmente em alguns casos, vista e tratada até como “mais um modismo” efêmero, unicamente se atendo a superficialidade da ação imediata, deixando de perceber a real amplitude do tema e suas implicações e impactos para o futuro de todo o ecossistema.

Para ampliar este raciocínio, cabe salientar que vivemos um estágio em que a inovação não está mais contida em uma ação isolada de uma determinada empresa, segmento ou mercado.  A construção de um processo de inovação, para ser robusto e competitivo, necessita da participação de agentes de múltiplas cadeias de valor diferentes e da difícil tarefa de incorporar todas as oportunidades tecnológicas que surgem a cada momento.  Isso se chama Inovação aberta ou quinta geração da inovação.

Pois bem, frente a esta complexa realidade, fica escancaradamente evidente que não é um modismo ou simplesmente uma estratégia. Estamos diante de uma mudança de paradigma amplo e de grande repercussão para a humanidade.

Todos os sistemas que conhecemos atualmente (econômicos, organizacionais, mercadológicos, etc..), deverão sofrer forte transformação, mas principalmente no que tange a educação, a inovação passará a ter um papel cada vez mais preponderante na formação dos indivíduos. Ganhará o status de traço cultural, demandando assim uma reflexão ampla e séria a respeito de todo o sistema educacional, seus modelos e práticas atuais em todas as suas dimensões.  E é justamente neste sentido que quero me ater.

Discutir estes pontos, a meu ver, é sem sombra de dúvida a única alternativa que dispomos agora para que as próximas gerações possam enfrentar a complexidade e a hipercompetitividade que o mundo lhes reserva em breve.

A sexta onda da inovação, a dita inovação cultural, começa agora, justamente com a necessidade de adequação da formação das futuras gerações de profissionais.  Não se trata de uma quebra de paradigma ou do estabelecimento de uma estratégia.

Trata-se de uma questão de sobrevivência.

Cid Vianna assina a Coluna Quarta Ponto Zero, no Inova360, parceiro do portal R7. É diretor de novos negócios do Grupo T2I e apresentador do quadro Quarta Ponto Zero no programa de TV Inova360, na Record News.

cid@fatorconsult.com.br

https://www.linkedin.com/in/cid-vianna-64613510/