Astronomia

Tecnologia e Ciência Robô chinês vai investigar objeto misterioso no lado escuro da Lua

Robô chinês vai investigar objeto misterioso no lado escuro da Lua

Nos próximos dois meses, missão vai aproximar o rover Yutu-2 de objeto que aparece em imagens destoantes da paisagem

Imagem do lado escuro da Lua mostra objeto em formato cúbico (no destaque)

Imagem do lado escuro da Lua mostra objeto em formato cúbico (no destaque)

Reprodução / Twitter

O rover chinês Yutu-2, que desde janeiro de 2019 vem explorando o lado escuro da Lua, vai investigar um mistério nos próximos meses. O robô será direcionado para um objeto cúbico que aparece em imagens a cerca de 80 metros de distância, na cratera Von Kármán.

De acordo com o jornalista Andrew Jones, que cobre o programa espacial chinês para os sites SpaceNews e Space.com, o objeto que chamou a atenção dos cientistas recebeu um nome que pode ser traduzido como "casa misteriosa".

"Os próximos dois a três dias lunares vão ser usados para aproximar o Yutu-2 e checar o objeto", explicou Jones no Twitter.

Cada dia lunar, período que a Lua leva para dar uma volta ao redor de si mesma e o Sol voltar ao mesmo local no horizonte, dura pouco mais de 29 dias e 12 horas. Isso significa que a investigação deve levar entre dois e três meses terrestres.

Até o momento, o rover percorreu cerca de 900 metros na superfície do lado escuro da Lua. O trabalho é lento para evitar que o veículo caia em algum buraco, Além dissso, o Yutu-2 é abastecido por energia solar: quando a superfície onde o robô está fica sem iluminação, e a energia acaba, ele entra em "hibernação" até que o Sol brilhe de novo.

Por causa da distância e da definição da câmera, o objeto aparece nas imagens sem muita clareza e apenas após uma aproximação deve revelar mais detalhes. A explicação mais plausível, segundo Jones, é que se trate de um rochedo destacado do solo.

O lado escuro da Lua é cheio de crateras de impacto de meteoros e meteoritos, o que faz com que a paisagem seja bastante acidentada. A missão Chang'e-4, da qual o Yutu-2 faz parte, é a primeira exploração de superfície do lado menos conhecido do satélite terrestre.

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