Urso polar pode ser extinto até 2100, aponta estudo canadense

Previsão é que a temperatura global aumente até 4º C no final do século, provoque o derretimento do gelo e afete a alimentação da espécie

Atualmente, cerca de 26 mil ursos polares já estão sofrendo com alterações fisiológicas

Atualmente, cerca de 26 mil ursos polares já estão sofrendo com alterações fisiológicas

Pixabay

Um estudo realizado pela Universidade de Toronto, no Canadá, e publicado na revista científica Nature, na última segunda-feira (20), alerta que o urso polar pode ser extinto até 2100 devido ao aquecimento global.

Segundo a pesquisa, a previsão é que a temperatura global aumente até 4º C no final do século, provocando, assim, o derretimento do gelo e afetando diretamente a caça de focas, principal alimento dos ursos polares.

Atualmente, cerca de 26 mil ursos polares já sofrem com alterações fisiológicas causadas pelo aumento da temperatura do planeta, pois, durante os períodos mais quentes no Polo Norte, os animais ficam sem comer pelo máximo de tempo que conseguirem, chamado de estivação.

Até então, devido a ausência de dados demográficos das 19 subpopulações de ursos polares, era difícil estipular prazos de duração da espécie.

Os pesquisadores reproduziram uma abordagem adotada por cientistas climáticos entre as décadas de 1980 e 1990 nas áreas de Hudson Bay, no Canadá. Para cada um dos 19 subgrupos, foram combinadas estimativas da extensão do gelo ocupadas pelos ursos com a quantidade de gordura que precisa ser ingeridas por eles antes da estivação.

O resultado foi a criação de um modelo computacional que projeta por quanto tempo eles serão capazes de continuar se reproduzindo, e consequentemente, sobrevivendo.

Dos 19 subgrupos, foi possível calcular a estimativa de vida de apenas 13, pelo fato de não haver modelos climáticos que fossem suficientes para os outros seis. Para os pesquisadores, no entanto, não há indícios de que os grupos faltantes responderiam diferentemente dos demais.

O estudo aponta, ainda, que se a emissão de gases de efeito estufa fosse cortada de forma drástica e o aquecimento global fosse mantido a menos de 2º, o resultado seria apenas um pouco menos pior do que o esperado.

*Estagiária do R7 sob supervisão de Pablo Marques

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