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Alckmin viaja na segunda-feira para Rio Grande do Sul e discute medidas com indústria gaúcha

Governo avalia, por exemplo, a retomada de programa criado na época da pandemia de Covid-19 para flexibilizar regras trabalhistas

Brasília|Plínio Aguiar, do R7, em Brasília

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O vice-presidente Geraldo Alckmin em agenda Cadu Gomes/VPR - 23.05.2024

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, vai visitar na próxima segunda-feira (27) o Rio Grande do Sul, devastado pelas chuvas e pelas enchentes. Trata-se da primeira viagem ao estado desde o início da tragédia ambiental. Na ocasião, o titular vai se reunir novamente com o setor da indústria gaúcha.

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A agenda de Alckmin em terras gaúchas envolve reuniões com o setor da indústria e com o ministro extraordinário para Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul, Paulo Pimenta. O vice-presidente volta para Brasília ainda na segunda-feira, de acordo com a previsão da equipe.

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Recentemente, Alckmin se reuniu com representantes industriais gaúchos. Como mostrou o R7, o governo avalia uma resposta para a demanda entregue pelo setor da indústria. Entre as medidas avaliadas, estão a retomada do Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda, criado na época da pandemia de Covid-19 e que flexibilizou as regras trabalhistas em período de calamidade.

Alckmin relatou que a União analisa mais medidas de crédito voltadas para a área industrial gaúcha e, neste momento, discute as taxas de juros e o fundo garantidor. “Nós vamos trabalhar junto aos ministérios da área produtiva, econômica, desenvolvimento, trabalho e bancos federais. Eu destacaria a primeira questão que a indústria gaúcha foi mais de 90% afetada [pelas chuvas], porque foram as regiões mais industrializadas — a região metropolitana de Porto Alegre e a serra gaúcha —, onde estão os maiores polos industriais. Então, todo empenho para a gente rapidamente recuperar a atividade da indústria e manter empregos na região”, disse na ocasião.

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“Foi colocada a questão do crédito, e o presidente Lula tem colocado que não faltarão recursos para ajudar o Rio Grande do Sul. Já conversamos com o BNDES, vamos conversar com a Fazenda — há que se definir a questão de juros, o fundo garantidor e as linhas de crédito. E deve ser para tudo, desde capital de giro, recomposição de máquinas e equipamentos, prédios, enfim, toda a área de reconstituição. O principal é estabelecer os juros. O principal é qual vai ser o tamanho da equalização. É isso que vai ser discutido”, completou.

O presidente em exercício da Fiergs (Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul), Arildo Bennech, participou da reunião com Alckmin e relatou que cerca de 90% das indústrias foram afetadas pelas chuvas. “Um dos pontos altos foi garantir o emprego. Então, o crédito me parece que é o mais urgente, além das medidas trabalhistas. O crédito me parece importante para que as empresas possam manter seus funcionários, que são mais de 500 mil pessoas com carteira assinada que têm suas casas cobertas d’água”, argumentou.

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Alckmin informou também que o governo estrutura uma depreciação acelerada — mecanismo que reduz a tributação das empresas — específica para o Rio Grande do Sul. “Nós deveremos ter a promulgação, nos próximos dias, da lei da depreciação acelerada. Foi aprovada pela Câmara e pelo Senado, reduz imposto de renda de pessoa jurídica e reduz contribuição social sobre lucro líquido para renovação de máquinas e equipamentos. O presidente sanciona nos próximos dias. Estamos estudando uma depreciação acelerada específica para o Rio Grande do Sul”, contou o vice-presidente.


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