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‘Palavra intervenção é inadequada’, diz ministro sobre demissão na Petrobras

Alexandre Silveira negou intervencionismo do governo na estatal; fala acontece depois da demissão de Jean Paul Prates

Brasília|Giovana Cardoso, do R7, em Brasília

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira,
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, (Joédson Alves/Agência Brasil - 15.8.2023)

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, negou nesta terça-feira (21) especulações sobre intervenções do governo na Petrobras e afirmou que a empresa estatal continuará sendo atrativa para investidores nacionais e internacionais. “A palavra intervenção, ela é completamente inadequada. O presidente da República escolhe os presidentes de suas companhias, dos bancos públicos, como ele escolhe os ministros de estado. Todos temos os nossos cargos sempre suscetíveis a leitura do presidente”, disse.

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A fala ocorre depois da demissão do presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na última terça-feira (14). Prates enfrentou, nos últimos meses, uma crise na Petrobras, especialmente depois que o Conselho de Administração decidiu reter R$ 43 bilhões em lucros extraordinários obtidos pela empresa e não os repassar aos acionistas de imediato.

Silveira ainda comparou a situação da Petrobras com empresas estrangeiras, apontando que ela continuará sendo uma companhia lucrativa. “É uma empresa de capital aberto, é uma empresa que em sua natureza é controlada pelo governo. É como o caso da Enel na Itália, a maior parte dos seus conselheiros são indicados pelo governo, toda a diretoria é indicada pelo governo”, completou.

Segundo o ministro, a Petrobras também precisa cumprir o que está estabelecido na lei das estatais, previsto na Constituição Federal, servindo de “mola propulsora do desenvolvimento nacional”. Para Silveira, a empresa deve investir em transição energética de forma adequada para melhorar a matriz.

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Presidência na Petrobras

Para o lugar de Prates, foi indicada a engenheira civil Magda Chambriard, que foi diretora-geral da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) no governo de Dilma Rousseff (PT).

Para que a substituição ocorra, o nome dela precisa ser aprovado pelo Conselho de Administração da empresa, que é a maior do país. A votação deve ser feita na próxima sexta (24).

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Nesta terça, Silveira disse que a posição da indicada é a mesma dele e negou afirmações de que Chambriard teria sido colocada no cargo para atuar como subserviente do governo.

“Qualquer profissional que chega para contribuir com o país, ele chega podendo colocar as suas ideias, podendo fazer o bom debate e praticar a boa política”, disse.

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