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PF abre inquérito para investigar Elon Musk por suposta obstrução de Justiça e mais dois crimes

Empresário dono da rede social X atacou o ministro Alexandre de Moraes e ameaçou reativar perfis que foram tirados do ar

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Comentários foram feitos depois de Moraes multar ‘X’ em R$ 700 mil Shealah Craighead/White House Photo

Brasília, Distrito Federal, Brasil — A Polícia Federal abriu na segunda-feira (8) o inquérito para investigar o empresário Elon Musk, dono da rede social X (antigo Twitter), por suposta obstrução de Justiça, incitação ao crime e organização criminosa. Segundo apurou o R7, o dirigente da rede social no Brasil deve ser interrogado na investigação.

O inquérito foi instaurado depois de Musk ameaçar descumprir decisões do STF (Supremo Tribunal Federal) e criticar o ministro Alexandre de Moraes. O empresário tem usado a própria rede social para atacar Moraes, acusando-o de impor uma “censura agressiva” no Brasil.

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No domingo (7), Moraes determinou que Musk seja investigado após prometer reativar perfis bloqueados por determinação do STF. “Estamos levantando todas as restrições. Este juiz [Alexandre de Moraes] aplicou multas pesadas, ameaçou prender nossos funcionários e cortou o acesso ao X no Brasil. Como resultado, provavelmente perderemos todas as receitas no Brasil e teremos que fechar nosso escritório lá”, escreveu o empresário, que também alegou que Moraes deveria “renunciar ou sofrer impeachment”.

Moraes decidiu incluir o empresário como investigado no inquérito das milícias digitais. Além de determinar a abertura de investigação para apurar as condutas de Musk, o ministro do STF estabeleceu multa diária de R$ 100 mil para cada perfil bloqueado judicialmente que for reativado pela plataforma.

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Na decisão, Moraes disse que é “inaceitável que qualquer dos representantes dos provedores de redes sociais e de serviços de mensageira privada, em especial o ex-Twitter, atual ‘X’, desconheçam a instrumentalização criminosa que vem sendo realizada pelas denominadas milícias digitais, na divulgação, propagação, organização e ampliação de inúmeras práticas ilícitas nas redes sociais”.

“A flagrante conduta de obstrução à Justiça brasileira, a incitação ao crime, a ameaça pública de desobediência as ordens judiciais e de futura ausência de cooperação da plataforma são fatos que desrespeitam a soberania do Brasil”, afirmou Moraes.

De acordo com o ministro, as atitudes de Musk “reforçam a conexão da dolosa instrumentalização criminosa das atividades do ex-Twitter, atual ‘X’, com as práticas ilícitas investigadas pelos diversos inquéritos anteriormente citados, devendo ser objeto de investigação da Polícia Federal”.

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