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PM suspeito de ter torturado homem em curso já foi condenado por agressão

Capitão da PM teria espancado homem que caminhava com namorada próximo a uma parada de ônibus em 2023; entenda

Brasília|Do R7, em Brasília

Jornal de Brasília - Cidades_https://jornaldebrasilia.com.br/brasilia/tjdft-homologa-prisao-de-policiais-acusados-de-tortura/

Um dos policiais militares presos em investigação que apura uma suposta tortura contra um soldado durante curso de formação do BPChoque (Batalhão de Polícia de Choque), já foi condenado na Justiça por agressão. Segundo os autos do processo, o capitão Reniery Santa Rosa Ulbrich foi condenado, em fevereiro do ano passado, por bater em um homem que caminhava com a namorada próximo a uma parada de ônibus.

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Nos autos, consta que o Reniery teria revistado o homem e questionado se a vítima já tinha alguma passagem pela polícia. “Nesse momento, a vítima levou uma joelhada na coxa direita, foi chamado de bosta e, por fim, agredido com um tapa no rosto e xingado de vagabundo”, diz o texto.

O PM também teria questionado a namorada da vítima do porquê ela estava “namorando com vagabundo, está fazendo caridade?”. “Antes de se retirar do local, o denunciado determinou que a vítima colocasse a mão para trás do corpo e se deslocasse na sua direção, momento em que a vítima olhou para a tarjeta de identificação”, afirma o processo.

Nesse momento, o PM deu um tapa no rosto da vítima, o xingou e disse que caso ele tentasse “ver meu nome eu vou grudar na sua testa”. Quando a guarnição entrou da viatura, a vítima teria tentando tirar uma fota, e recebeu ameaças de Reniery, dizendo que se algo chegasse para ele, “a gente vai dar um rolezinho que você nunca mais vai esquecer”.

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No processo, o capitão chegou a ser condenado a quatro meses de prisão em regime aberto, mas a Justiça converteu a pena para prestação de 96 horas de serviço comunitário no Batalhão do Riacho Fundo.

O R7 procurou o atual advogado de Reniyere, o que atua no caso de suposta tortura contra o aluno do curso BPChoque, e também entrou em contato com o advogado que o defendeu no caso de agressão durante a revista policial, mas até a publicação desta reportagem não obteve retorno. O espaço segue aberto.

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“Desligamento voluntário”

O capitão também foi investigado quando acusado de extorsão, em 2018, por abuso de poder contra traficantes que eram investigados em uma operação da Polícia Civil. Ele foi preso nesta segunda-feira (29), temporariamente, por decisão da 3ª Promotoria de Justiça Militar e Corregedoria da Polícia Militar do DF, que cumpriu 14 mandados de prisão temporária no começo da semana.

A operação aconteceu a pedido do MPDFT (Ministério Público do DF e Territórios). Além dos mandados de prisão, o ministério público decretou a apreensão de celulares dos militares supostamente envolvidos e a suspensão do curso até que a investigação seja concluída. O comandante do BPChoque foi afastado.

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O aluno do curso do BPChoque, Danilo Martins, alega que foi torturado por colegas da corporação durante um curso dentro do Batalhão até que desistisse do curso, que foi realizado na última segunda-feira (22). Ele conta que foram oito horas de tortura que resultaram em seis dias de internação hospitalar. Assista a entrevista dada ao Balanço Geral abaixo:

Por meio de nota, a PMDF diz que instaurou inquérito policial militar para apurar o caso e que estão à disposição para esclarecimentos. Confira a íntegra abaixo:

“Durante as atividades do curso de patrulhamento tático móvel, no dia 22 de abril, um aluno solicitou desligamento após passar pela etapa inicial do curso e exercícios físicos previstos. Apesar de sair do Batalhão alegando que estava bem, o referido aluno procurou atendimento hospitalar apresentando quadro compatível com rabdomiólise e alegando ter sido agredido. Nesse sentido, a Corregedoria da PMDF já instaurou inquérito policial militar para apurar o caso e que já está sendo acompanhado pelo Ministério Público. O coordenador do curso solicitou o seu desligamento voluntário para que as apurações transcorram da forma mais transparente possível. Continuamos à disposição para esclarecimentos posteriores.”

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