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Minoritários da Petrobras pedem assembleia para eleição do presidente do Conselho

Acionistas dizem que houve destituição de membro do conselho, mas empresa é contra convocação de assembleia

Economia|Do Estadão Conteúdo

Magda Chambriard assumiu a presidência da Petrobras no lugar de Prates
Magda Chambriard assumiu a presidência da Petrobras no lugar de Prates (Rafael Pereira/Agência Petrobras - 27)

A Petrobras informou nesta sexta-feira (31) que recebeu correspondências de acionistas minoritários da companhia solicitando a convocação de AGE (Assembleia Geral Extraordinária) para eleição dos membros do Conselho de Administração e para a presidência do colegiado, sob o argumento de que teria havido destituição de membro do conselho, o que, segundo a estatal, não corresponde aos fatos.

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Em comunicado enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), a Petrobras diz que entende que não há motivos para a convocação de uma AGE e reitera o comunicado divulgado ao mercado em 15 de maio de 2024, em que informou que a legislação não prevê a convocação de Assembleia de Acionistas neste momento.

“A realização de uma Assembleia implicaria em custos desnecessários para a companhia e seus acionistas”, afirma a Petrobras.

A estatal diz, no entanto, que os pedidos serão submetidos à avaliação jurídica e passarão pelos procedimentos de governança da companhia.

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Nova presidente

Na semana passada, o Conselho de Administração da Petrobras aprovou o nome de Magda Chambriard para ser a nova presidente da estatal. Ela substituiu Jean Paul Prates, demitido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na primeira entrevista coletiva à frente da empresa, ela disse que vai respeitar “a lógica empresarial” quando o assunto for a divisão de dividendos extraordinários aos acionistas da estatal, tema que causou desgaste para a gestão de Prates.

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“Vamos respeitar a lógica empresarial. Não há como gerir a Petrobras sem respeitar a lógica empresarial. Dando lucro, sendo tempestivo e atendendo a interesses, tanto dos acionistas públicos quanto dos privados, vamos fazer, agilizar isso nessa direção. A palavra-chave é conversa. Vamos ter que conversar muito, entender muito as demandas de cada um e colocar a Petrobras à disposição dos interesses dos seus acionistas, dentro da lógica empresarial”, afirmou, ao ser questionada sobre os dividendos.

Em relação aos investimentos da Petrobras em energias renováveis, Magda declarou que o movimento “vem com lógica negocial associada a um custo de oportunidade”.

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“Num mundo que está olhando para o net zero (compromisso de zerar as emissões dos gases do efeito estufa). Isso tem valor empresarial e atrai financiamentos mais baratos — o escopo é imenso. A gente tem tradição nesse ramo, que não é de agora. Nossa matriz é uma das mais limpas do mundo por conta da Petrobras, principalmente”, acrescentou.

Magda também reforçou a possibilidade de obter lucros a partir das fontes mais sustentáveis e reafirmou o interesse da Petrobras no assunto.

“Eu refuto um pouco essa questão que a energia renovável dá prejuízo. Ela vai ter que ser encarada, a tecnologia vai chegando, porque o mundo está indo realmente para o net zero e isso é um compromisso da Petrobras, está no plano estratégico e não vamos mudar”, declarou, ao acrescentar que tudo isso será feito “obedecendo à lógica empresarial, claro”.



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