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Com vacina contra a leishmaniose suspensa, número de casos cresce na Grande BH

Fabricante das vacinas não fez as alterações necessárias para ela ser liberada; para especialistas, possibilidade de um novo imunizante no mercado é difícil

Minas Gerais|Priscilla de Paula e Bruno Menezes, da Record Minas

Leishmaniose merece atenção e também afeta pets da cidade grande
Leishmaniose merece atenção e também afeta pets da cidade grande Leishmaniose merece atenção e também afeta pets da cidade grande

Quase um ano após a vacina contra Leishmaniose Visceral em animais ser suspensa no Brasil, os números da doença aumentaram em BH e cidades da região metropolitana.

Na capital mineira, os casos foram de 4.077 em 2022 para 5.440 em 2023. Neste ano, até o dia 8 de abril, já foram quase 1200 casos. Em Contagem, na região metropolitana da capital mineira, o crescimento no número de casos está pior. De 2022 para 2023, o crescimento foi de mais de 140%. De acordo com Dados da Secretaria Estadual de Saúde de Minas, o número de casos foi de 583 para mais de 1400.

A única vacina contra a leishmaniose que era aplicada no país foi suspensa pelo Ministério da Agricultura por problemas no componente que induz a imunidade nos animais. A fabricante das vacinas não fez as alterações necessárias para ela voltar a ser liberada. E para especialistas, é difícil a possibilidade de um novo imunizante contra a doença no mercado.

“A vacina é importante, mas não é uma doença que afeta o Brasil inteiro. Para a indústria farmacêutica veterinária, é caro e não tem um apelo comercial tão grande”, explicou o presidente do Conselho Regional de veterinária de Minas, Bruno Divino.

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O que pouca gente sabe é que existe uma alternativa tão eficaz quanto a vacina para proteger animais contra a leishmaniose: as coleiras repelentes, que também servem contra carrapatos e pulgas e duram 6 meses. Bruno Divino, explica que, diante do aumento de casos, várias cidades estão aumentando a vigilância.

“Tem se identificado as áreas onde tem casos humanos. E nessas áreas, é feito um diagnóstico em todos os cães e os cãos que não estão doentes, são encoleirados”, explicou Divino.

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Em nota, o Ministério da Agricultura e Pecuária disse que a fabricação “poderá ser retomada, se houver interesse da empresa e desde que haja correção dos fatores que levaram à suspensão cautelar” e que “cabe à empresa fabricante investigar as causas da não conformidade encontradas pelo Mapa e implementar as ações corretivas”.

A Ceva, empresa responsável pela produção da vacina no Brasil, informou em nota que está “empenhando os maiores esforços e investimentos para identificar a causa primária da desestabilização da proteína A2, em parceria com uma Universidade Federal renomada e outros centros de excelência, de forma a assegurar a estabilidade do antígeno. Todo esse processo está sendo alinhado junto ao MAPA e ao Ministério da Saúde para que a Ceva possa devolver ao mercado uma vacina que atenda todos os requerimentos legais o mais rápido possível”.

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A Leishmaniose

A leishmaniose é uma doença infecciosa não contagiosa causada por um protozoário do gênero Leishmania, transmitida através da picada do mosquito conhecido por Mosquito Palha, Mosquito Pólvora, Birigui ou Tatuquira. É classicamente dividida em duas formas: leishmaniose tegumentar ou cutânea (LC) e leishmaniose visceral (LV), causadas por espécies diferentes de Leishmania.

A leishmaniose visceral ou calazar é considerada uma zoonose uma vez que acomete animais domésticos, selvagens e seres humanos, tratando-se de uma doença grave em cães e letal em humanos se não tratada.




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