Logo R7.com
Logo do PlayPlus
Publicidade

Especialista orienta o que paciente deve fazer antes de realizar procedimentos estéticos

Jovem, de BH, morreu após colocar balão gástrico porque queria emagrecer 8kg para o próprio casamento

Minas Gerais|Maria Luiza Reis, do R7

Casos de mulheres que morreram após procedimentos estéticos comoveram redes sociais (Divulgação/Redes Sociais)

No início desta semana, o caso da engenheira, de 31 anos, que morreu após colocar um balão gástrico comoveu as redes sociais. A jovem, de Belo Horizonte, buscou fazer o procedimento porque queria emagrecer para o seu casamento que aconteceria em setembro deste ano. Familiares acusam o médico de negligência. A Polícia Civil de Minas Gerais informou, nesta terça-feira (14), que foi realizada a exumação do corpo de Laura para exame de necropsia. O caso levantou o debate sobre os riscos da realização de procedimentos estéticos.

Segundo o Presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica - Regional Minas Gerais, Dr. Kennedy Rossi Santos Silva, em qualquer procedimento cirúrgico, é fundamental realizar exames com antecedência para traçar o risco cirúrgico do paciente. Além disso, é importante preparar-se para a cirurgia com a adoção de hábitos saudáveis e manutenção do peso ideal.

“Primeiro lugar, ela tem que querer fazer aquela cirurgia plástica para beneficiar alguma coisa que incomode. Em sequência, a gente deve observar se ela está nas condições clínicas adequadas para fazer uma cirurgia. Embora, mesmo elas estando com tudo correto, dentro do que é exigido, existe um risco pequeno de complicações mais sérias. É obrigação do paciente seguir as orientações médicas, informar qualquer anormalidade e ter o tempo necessário para recuperar”, disse o profissional.

No entanto, o médico faz um alerta sobre a importância da realização de uma avaliação pré-anestésica. “Hoje, é obrigatória a avaliação pré-anestésica, com o anestesiologista, que vai ver as condições dessa paciente para tomar o anestésico. O anestesista é o profissional mais indicado para saber se a paciente está apta ou não para o procedimento”, conclui.

Publicidade

Sobre o caso de cirurgias exclusivamente estéticas, quando não há questões clínicas envolvidas, o especialista aponta que é levado em consideração também o impacto emocional que aquela questão física tem no paciente. “Existe um bom senso, mas você tem que ver também o tanto que aquele problema, que a pessoa busca resolver, incomoda essa pessoa. Lógico que se o médico observar que não tem uma indicação para fazer aquilo, ele deve alertar a paciente”, explicou.

Além disso, a escolha de um cirurgião plástico qualificado e experiente é outro aspecto crucial. O especialista reforça que as redes sociais não são as melhores fontes para escolher um profissional. “Cada pessoa coloca o que ela quer na rede social dela, não tem como você controlar. Então, as pessoas têm que tomar muito cuidado quando veem as redes. Elas devem certificar realmente se aquilo é verdadeiro”, explica. O profissional indica buscar por informações dos profissionais nos sites do Conselho Federal de Medicina e na Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), principalmente se o profissional possui especialização necessária para realizar o procedimento.

Publicidade

Casos

Apenas em 2024, a Record Minas noticiou pelo menos três casos de mulheres que morreram após realizarem procedimentos estéticos. O último caso foi da engenheira Laura Fernandes Costa, de 31 anos. A família cobra investigação após sua morte em 7 de maio, dias após a realização de um procedimento para colocação de balão gástrico em uma clínica na região do Barreiro, em Belo Horizonte.

Publicidade

Laura, que tinha casamento marcado para setembro, buscava perder peso antes da cerimônia e optou pelo procedimento. Segundo familiares, ela apresentou quadro de vômito com sangue no dia seguinte à cirurgia e, após internação, não resistiu. A família alega negligência médica e questiona a conduta do médico durante o pós-operatório. O médico, por sua vez, nega as acusações e afirma ter seguido os protocolos corretos. A Polícia Civil de Minas Gerais informou que foi realizada a exumação do corpo de Laura para exame de necropsia.

Em abril, a família de Norma Eduarda, de 59 anos, procurou a Polícia Civil para que a morte da servidora seja investigada. Ela morreu no dia 17 de abril após enfrentar complicações decorrentes de uma cirurgia plástica. O procedimento, que durou 7 horas, gerou indignação por parte de sua família, que denuncia possível erro médico e falta de profissionalismo no acompanhamento pós-operatório. Norma faleceu em decorrência de falência múltipla de órgãos.

No início de março, uma mulher que residia nos Estados Unidos há três décadas, faleceu após complicações durante uma cirurgia estética de lipoaspiração em Belo Horizonte. Cristiane de Assis Costa, proprietária de uma creche nos EUA, deixou para trás duas filhas, de 15 e 22 anos. A família da vítima também busca que o caso seja investigado.

Últimas

Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.