Comissão da Verdade dos Jornalistas vai analisar 24 casos de profissionais mortos pela ditadura

Inicialmente, seria 16 casos analisados. Apuração será ampliada com novos dados

Da Agência Brasil

“O direito à informação foi violentado de forma brutal,  na ditadura, com prisões, empastelamento de jornais, exílio e a morte de muitos companheiros jornalistas”, disse nesta segunda-feira (25) a representante da Comissão da Verdade, Memória e Justiça dos Jornalistas, Rose Nogueira, após assinar termo de cooperação com a CNV (Comissão Nacional da Verdade).

A representante da Comissão da Verdade dos Jornalistas disse que, inicialmente, a comissão fez um levantamento de 16 jornalistas mortos pela ditadura civil militar, mas a apuração será ampliada com os novos dados.

— Recebemos informações de outras investigações que apontam 24 jornalistas.

Leia mais notícias no R7

Questionada se o número poderia ser maior, Nogueira disse que a comissão vai estudar caso a caso e que espera que “os familiares e os jornalistas perseguidos contem as suas histórias”.

A jornalista defendeu ainda a importância de as diferentes categorias profissionais criarem as suas comissões da verdade.

— As categorias que foram perseguidas devem levantar as informações. Precisamos contribuir com a Comissão [Nacional] da Verdade para apurar as denúncias e restabelecer a verdade dos fatos.

A Comissão da Verdade dos Jornalistas deve apurar as perseguições sofridas pelos profissionais de comunicação, a censura aos veículos e eventuais colaborações dos meios de comunicação com a ditadura.

— A ideia nossa é examinar tudo o que diz respeito à imprensa neste sentido. Tudo o que a gente tiver de maneira comprovada, a comissão vai colocar no relatório.

  • Espalhe por aí:
Publicidade

Twitter

X
Enviar por e-mail
(todos os campos marcados com * são obrigatórios)
Preencha os campos corretamente.
Mensagem enviada com sucesso!