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Brasil diz estar preparado para assinar acordo de livre-comércio com UE

Economia|

(Atualiza com dados de reunião na Comissão Europeia). Bruxelas, 27 mai (EFE).- A ministra de Agricultura brasileira, Katia Abreu, garantiu nesta quarta-feira que o país está preparado para assinar um acordo de livre-comércio com a União Europeia (UE), pois cumpre com os requisitos de saúde para exportar e é capaz de satisfazer a demanda dos consumidores europeus. "Temos que nos movimentar para que um acordo de livre-comércio se concretize em breve", declarou ela em entrevista coletiva pouco antes de começar sua visita ao Executivo comunitário. A titular se reuniu com os comissários europeus de Agricultura, Phil Hogan, e de Saúde, Vytenis Andriukaitis, e conversou sobre temas como o nível de exportação de alimentos e a defesa dos consumidores. Na reunião, "as duas partes (Hogan e a ministra) acertaram relançar o diálogo sobre agricultura se centrando nas indicações geográficas e na pesquisa para conseguir um benefício mútuo", confirmaram fontes europeias ouvidas pela Agência Efe. Elas acrescentaram que ambos concordaram com a necessidade de "aumentar a cooperação no setor da agricultura". Katia expressou sua confiança em conseguir um acordo com a UE neste ano ao considerar que os brasileiros estão "absolutamente preparados para satisfazer a demanda dos consumidores europeus". "Talvez tenha havido falta de confiança nos últimos tempos, mas temos que ser otimistas, temos que concluir as negociações", afirmou. Ela se mostrou convencida de que o Brasil já conta com as condições necessárias para assinar um acordo de saúde, "o primeiro passo para alcançar um acordo de livre-comércio". A ministra também disse estar cinete da "importância da segurança alimentar para os europeus". "Quando harmonizarmos as normas, seremos capazes de evoluir mais rapidamente. Temos que ver como podemos abrir o mercado levando em conta que o consumo está crescendo", disse após ressaltar sua vontade de abrir o mercado de exportações a novos produtos. Ela destacou ainda a capacidade do Brasil de satisfazer a demanda na UE, e lembrou que "entre 21% e 22% dos produtos brasileiros vão parar na Europa". Questionada sobre as recentes reformas da presidente Dilma Rousseff, a ministra disse que "o anunciado foram cortes que qualquer família tem que estar preparada em uma situação de crise". "É preciso cortar o supérfluo, mas não o necessário, como alimentos, saúde e educação", declarou. EFE mvg/cdr (foto)

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