Economia cresce 0,41% em julho, mostra prévia do PIB

Levantamento do Banco Central registra alta de 0,31% no acumulado do ano

Banco Central registrou alta da atividade econômica
Banco Central registrou alta da atividade econômica Arquivo Agência Brasil

O Banco Central divulgou nesta quinta-feira (14) o resultado preliminar da atividade economica do país. Em julho, houve uma alta de 0,41% em comparação a junho. 

No ano, o acumulado da atividade econômica feita pelo BC ficou em 0,31%. Mas considerando os últimos 12 meses, há uma queda de - 1,37%.

O IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central) funciona como uma prévia do PIB (Produto Interno Bruto), o indicador do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) que soma todas as riquezas produzidas no país. No ano passado, o PIB brasileiro teve queda de 3,6%.

Levando em conta o IBC-Br apenas para mês de julho, a comparação entre 2016 e 2017 indica alta de 1,4%.

IGP

O IGP-10 (Índice Geral de Preços-10) avançou 0,39% em setembro após o recuo de 0,17% registrado em agosto, informou a FGV (Fundação Getúlio Vargas) hoje. O indicador mede a variação de preços entre o 11º dia do mês anterior e o 10º dia do mês corrente.

No caso dos três indicadores que compõem o IGP-10 de setembro, os preços no atacado medidos pelo IPA-10 tiveram alta de 0,55% no mês, ante uma queda de 0,42% em agosto. Os preços ao consumidor verificados pelo IPC-10 apresentaram estabilidade (0,0%) em setembro, após a alta de 0,34% no mês anterior. Já o INCC-10, que mede os preços da construção civil, teve elevação de 0,35% em setembro, depois de um aumento de 0,27% em agosto.

O IGP-10 acumula deflação de 2,03% no ano. Em 12 meses, a taxa acumulada ficou negativa em 1,66%. O período de coleta de preços para o indicador de setembro foi do dia 11 de agosto ao 10 deste mês. O IGP-DI, que apurou preços do dia 1º a 31 do mês passado, subiu 0,24%.

Grupos

A redução nos preços dos alimentos e na conta de luz freou a inflação ao consumidor no IGP-10 de setembro. O IPC-10 registrou estabilidade no mês, após a elevação de 0,34% registrada em agosto. Seis das oito classes de despesa tiveram taxas de variação menores, com destaque para o grupo Habitação, que saiu de um avanço de 0,78% em agosto para recuo de 0,06% em setembro, sob influência do item tarifa de eletricidade residencial, que passou de alta de 4,45% para queda de 0,28%.

As demais reduções ocorreram nas taxas dos grupos Alimentação (de -0,41% para -0,91%), Transportes (de 1,19% para 0,84%), Comunicação (de 0,51% para -0,06%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,36% para 0,28%) e Despesas Diversas (de 0,08% para 0,02%). Houve impacto dos itens hortaliças e legumes (de -0,06% para -10 52%), tarifa de ônibus urbano (de 0,42% para -0,72%), tarifa de telefone móvel (de 0,70% para -0,11%), artigos de higiene e cuidado pessoal (de 0,34% para -0,41%) e alimentos para animais domésticos (de 0,82% para -0,21%), respectivamente.

Na direção oposta, aumentaram as variações dos grupos Educação, Leitura e Recreação (de 0,14% para 0,82%) e Vestuário (de -0,47% para 0,12%), com contribuições da passagem aérea (de -1,73% para 25,10%) e roupas (de -0,60% para -0,13%).

IPAs

Os preços agropecuários medidos pelo IPA Agrícola diminuíram 0 94% no atacado em setembro, ante uma queda de 1,56% em agosto, dentro do IGP-10. Já os preços dos produtos industriais mensurados pelo IPA Industrial tiveram alta de 1,05% este mês, após o recuo de 0,04% no atacado em agosto.

Dentro do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), que permite visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva, os preços dos bens finais tiveram redução de 0,22% em setembro, ante diminuição de 1,22% em agosto.

Os preços dos bens intermediários tiveram avanço de 0,43% em setembro, após a queda de 0,51% no mês anterior. Já os preços das matérias-primas brutas apresentaram elevação de 1,67%, depois do aumento de 0,72% em agosto.