Internacional

9/2/2013 às 23h17

Michelle Obama comparece a enterro de menina assassinada em Chicago

EFE

Washington, 9 fev (EFE).- A presença da primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, no enterro de uma adolescente de 15 anos baleada em Chicago dias após participar do desfile de posse do presidente Barack Obama ressalta o impulso que a Casa Branca quer dar a um maior controle sobre as armas. Desde o início da manhã deste sábado centenas de pessoas faziam fila para dar o último adeus a Hadiya Pendleton, que foi assassinada quando estava com amigos em um parque e um homem abriu fogo contra o grupo. A primeira-dama compareceu ao enterro junto com o secretário da Educação, Arne Duncan, e a assessora da Casa Blanca Valerie Jarrett. Também estiveram presentes o prefeito de Chicago, Rahm Emanuel, e o secretário de Illinois, Jesse White. O presidente Obama não esteve presente, mas na contracapa do programa do funeral a família imprimiu uma nota enviada pelo líder com os seguintes dizeres: "continuaremos trabalhando tão duro quanto pudermos para acabar com essa violência sem sentido". O espinhoso debate das armas ganhou força nos EUA depois do tiroteio em uma escola em Newtown (Connecticut), no qual morreram 20 crianças e sete adultos, incluindo o assassino, que utilizou armas com carregadores de alta capacidade. Agora, a morte em Pendleton abre outro capítulo na discussão: a violência urbana. Após o massacre em Newtown, Obama aprovou 23 ordens executivas para endurecer o controle sobre as armas, mas em um recente artigo o reverendo Jessie Jackson pediu ao presidente que voltasse a Chicago, cidade da qual foi senador antes de ser líder, para enfrentar o complexo problema da violência. Chicago, cidade da qual procede a primeira-dama e a terceira maior do país, registrou no ano passado 500 homicídios, a maior parte relacionada com armas, e em 2013 já houve 46 mortes em tiroteios. O reverendo ressaltou que um maior controle sobre as armas não será a solução para o problema da pobreza e os desafios que enfrentam os latinos e os afro-americanos em uma cidade como Chicago. "Em Newtown e com suas propostas para controlar as armas, Obama demonstrou a coragem que requer a liderança, mas não se pode dar uma solução policial à pobreza", avaliou Jackson, referindo-se ao maior efetivo da Polícia na cidade após a morte de Hadiya Pendleton. Espera-se que o presidente aborde o assunto da restrição às armas durante o debate sobre o estado da nação, que será realizado na próxima terça-feira. EFE elv/pa (foto)
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