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Internacional

18/1/2013 às 19h54 (Atualizado em 18/1/2013 às 19h54)

Novo governo israelense terá que seguir caminho da austeridade

EFE

Ana Cárdenes. Jerusalém, 18 jan (EFE).- A desaceleração da economia, o aumento do déficit público e a necessidade de frear a deterioração do poder aquisitivo da classe média serão os principais desafios econômicos do próximo governo de Israel. A poucos dias das eleições de terça-feira da semana que vem, o anúncio de que o déficit está em 4,2% (US$ 10,44 bilhões), ao invés do 2% previsto, colocou a questão econômica na pauta do dia. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, no entanto, preferiria evitar o assunto e se concentrar em seus pontos fortes, defesa e segurança. Seja qual for o resultado das urnas, o próximo governo deverá iniciar medidas de austeridade destinadas a controlar o déficit (limitado por lei a 3%), o que complicará ainda mais a aprovação de um orçamento. Foi justamente a incapacidade do atual governo de aprovar um que forçou uma convocação antecipada das eleições. Os analistas veem como inevitável um aumento dos impostos e apontam para uma alta de 1% no IVA (que já aumentou 1% em julho passado e ficou em 17%). Além disso, o orçamento de todos os ministérios, que atualmente funcionam com os planos de despesa de 2012 prorrogados, devem ser diminuídos. Netanyahu garante que entre seus planos não está subir os impostos, mas não negou de forma taxativa que vá fazer isso. "Não é minha inclinação natural. Não acho que tenhamos que subir os impostos" pois o desvio do déficit "estava previsto", disse o primeiro-ministro. Além disso, explicou que "talvez as receitas de gás natural sejam maiores e os mercados internacionais se recuperem e aumentem as exportações". Com cerca de 45% de seu PIB procedente das exportações, a recessão de vários países europeus, o fraco crescimento nos Estados Unidos e a queda do crescimento na China provocaram uma desaceleração da economia israelense, que diminuiu seu crescimento de 5,5% há dois anos para 3,3% em 2012, explica à Agência Efe Michael Beenstock, professor de Economia na Universidade Hebraica de Jerusalém. O aumento do gasto público, com a extensão dos remédios e tratamentos cobertos pela saúde pública, a ampliação da educação gratuita e o aumento do salário mínimo e dos funcionários estatais contribuíram para piorar o déficit. A alta do IVA e das tarifas do tabaco e da cerveja na metade do ano, mais o aumento do IRPF e dos impostos para pequenas e médias empresas não alcançaram o crescimento previsto de arrecadação (que foi em 2012 de US$ 58,383 bilhões) e acabaram gerando uma contração do consumo interno. "A desaceleração reduziu a receita do Estado e aumentou o déficit, mas seguimos sem estar em uma proporção perigosa entre a dívida e o PIB, que só subiu um 1%", afirmou Beenstock, para quem "se for levado em conta tudo o que está ocorrendo ao redor, Israel está desempenhando um bom papel nas questões econômicas". Para o presidente do Banco de Israel, Stanley Fisher, a situação não é tão boa assim para o país: o economista advertiu recentemente sobre o risco de uma recessão que poderia dobrar o déficit público. Para manter o déficit em 3% seria preciso cortar gastos públicos em torno de 4% e aumentar a arrecadação em US$ 1,3 bilhão, asseguram os analistas. "Controlar o déficit será a grande prioridade do próximo governo", afirmou o professor Arieh Arnon, do Departamento de Economia da Universidade de Ben Gurion. "Bibi (Netanyahu) tentará cortar o gasto público e não subir os impostos. Mas os cortes serão dramáticos e não é certo que consiga fazer isso. Muitas das negociações para a formação do próximo governo girarão em torno disto", previu Arnon. A esquerda tem claro onde é preciso poupar: diminuir o orçamento de defesa (cerca de 7% do PIB), parar a construção de assentamentos e as ajudas aos colonos, diminuir os benefícios fiscais das grandes empresas e fortunas e reduzir o financiamento de escolas ultra-ortodoxas, cujos estudantes não trabalham nem prestam serviço militar. Mas os ultra-ortodoxos e os membros do nacionalismo religioso, até agora parceiros do governo, não apoiarão um Executivo que proponha um orçamento que corte os gastos para este tipo de público e para a colonização na Palestina. "Aprovar o orçamento será um desafio para o novo governo, junto com outros dois desafios importantes: baixar os preços dos imóveis (que subiram 20% em cinco anos) e reduzir as subvenções aos ultra-ortodoxos, que não trabalham mas recebem ajuda, por isso, na realidade, são pagos para não trabalhar", opinou Beenstock. Arnon lembrou também que o desemprego ainda não é um problema, mas pode se tornar nos próximos anos devido à desaceleração. Isto agravaria o que ele considera os dois problemas mais graves do país: a desigualdade, uma das maiores registradas na zona OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), e os crescentes níveis de pobreza, que já atingem 20% dos israelenses, segundo o Ministério de Assuntos Sociais. EFE aca/dk
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