Em greve, professores de Duque de Caxias ocupam prefeitura

Servidores municipais protestam contra parcelamento de salário

Professores estão em greve desde o início do mês
Professores estão em greve desde o início do mês Reprodução

Professores da rede municipal de ensino de Duque de Caxias ocupam o prédio da prefeitura da cidade da Baixada Fluminense desde a noite desta quarta-feira (16). Em greve desde 4 de novembro, e por tempo indeterminado, a categoria se manifesta contra o parcelamento dos profissionais da ativa e o atraso no pagamento para os aposentados, que não tiveram uma posição do governo municipal quanto à regularização dos pagamentos.

De acordo com Rose Miranda, diretora do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação na cidade, a categoria quer que o aposentados recebam na mesma data que os funcionários da ativa, com um calendário unificado. Os aposentados receberam a última parcela do salário de setembro apenas nesta quinta-feira e só começarão a receber o salário de outubro na próxima semana.Já os professores ativos vão ter seu último salário dividido em três parcelas, que serão pagas nos próximos dias 17, 24 e 30. 

— A categoria ta há seis meses sem com atraso no pagamento. Até hoje, nós tínhamos aposentados sem receber desde setembro. Além da unificação do calendário, queremos que a prefeitura divulgue a auditoria feita na previdência da cidade. Eles alegam falta de dinheiro, mas temos observados que a educação e o funcionalismo não são prioridade. Fomos recebidos pelo secretário de educação, mas queremos nos encontrar com o prefeito Alexandre Cardoso.

Guardas municipais e PMs do Batalhão de Duque de Caxias, estão no local. Segundo a polícia, há 25 pessoas acampando na prefeitura. A entrada principal está fechada e PMs garantem o acesso pela lateral de funcionários da Prefeitura de Caxias.

Em nota, a Prefeitura disse que o secretário municipal de Governo, Luiz Fernando Couto, está negociando com as lideranças do movimento de ocupação e que está cumprindo o calendário. O posicionamento também citou que o país vive uma grave crise financeira, mas a cidade optou por demitir servidores.