Saúde

20/1/2013 às 10h41 (Atualizado em 20/1/2013 às 10h42)

Seis Estados brigam por projeto de biotecnologia

Medicamentos biotecnológicos são usados para combater doenças de alta complexidade, como as autoimunes, câncer e esclerose múltipla

Agência Estado

A disputa dos Estados interessados em abrigar a fábrica e o centro de pesquisa e desenvolvimento (P&D) de medicamentos biotecnológicos da BioNovis, empresa criada no ano passado pela associação dos laboratórios nacionais EMS, Hypermarcas, União Química e Ache, aumentou bem nos últimos meses. Além de São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina, inicialmente cotados, a lista de candidatos foi ampliada por Minas Gerais, Goiás e Rio Grande do Sul. O projeto prevê investimentos de R$ 1 bilhão em oito anos.

Segundo Odnir Finotti, presidente da BioNovis, o que faz diferença neste caso não são incentivos fiscais.

— Existem pré-requisitos técnicos que precisamos avaliar antes.

Segundo ele, o fundamental é a capacidade instalada da região em fazer inovação. Também vai pesar na decisão a existência de infraestrutura de estradas, aeroportos, portos e atrativos de mão de obra especializada, entre outros.

Primeira grande empresa brasileira a ingressar no mercado de remédios biotecnológicos (feitos a partir de células vivas), a BioNovis já nasceu com vocação para ser uma empresa global. Em cinco anos, ela quer ser o maior laboratório de biotecnologia da América Latina e, em dez anos, competir em escala mundial. É um mercado de US$ 180 bilhões no mundo e de US$ 4 bilhões no Brasil, que hoje depende exclusivamente da importação desses produtos.

A primeira etapa do projeto prevê investimentos de R$ 500 milhões para construção da fábrica e do laboratório de P&D, realização de estudos clínicos e formação de mão de obra, entre outras destinações.

— Em oito anos, o projeto vai consumir mais de R$ 1 bilhão, dos quais 60% a 70% dedicados a pesquisa.

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O início das obras está previsto para o segundo trimestre deste ano.

Os medicamentos biotecnológicos são usados para combater as chamadas doenças de alta complexidade, como as autoimunes, câncer e esclerose múltipla, por exemplo. São produtos caros, de tecnologia de ponta e alto valor agregado. O custo do tratamento com esse tipo de remédio, em quase a totalidade dos casos, acaba sendo bancado pelo Ministério da Saúde. A BioNovis espera ter o primeiro medicamento de biotecnologia produzido no País em 2016, afirma Finotti.

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