Brasil Combate ao Tráfico de Pessoas: Brasil teve 3.063 casos de trabalho análogo à escravidão em 2012

Combate ao Tráfico de Pessoas: Brasil teve 3.063 casos de trabalho análogo à escravidão em 2012

Do total de trabalhadores flagrados, 46 eram estrangeiros: 41 bolivianos e cinco paraguaios

Combate ao Tráfico de Pessoas: Brasil teve 3.063 casos de trabalho análogo à escravidão em 2012

Tráfico de pessoas ainda é um problema recorrente no mundo

Tráfico de pessoas ainda é um problema recorrente no mundo

Vladimir Platonow/28.jul.2014/Agência Brasil

Nesta quarta-feira (30), é comemorado o Dia Internacional de Combate ao Tráfico Internacional de Pessoas, e o Brasil ainda registra um alto número de pessoas traficadas ou trabalhando em situações análogas à escravidão. Apenas em 2012, foram 3.063 trabalhadores flagrados em condições similares às dos escravos, com rotinas extenuantes, péssimas condições sanitárias, salários inadequados, entre outras situações degradantes.

O MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) registrou 46 estrangeiros nesse universo, sendo 41 bolivianos e cinco paraguaios. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Justiça no começo desta semana.

No mesmo ano, quatro casos de brasileiros que foram levados para fora do Brasil para exploração sexual foram registrados. Um homem foi levado para a Romênia e outro para a Sérvia para atuarem como jogadores de futebol. Já duas mulheres foram encontradas na Índia sendo exploradas como modelos.

Os casos específicos de tráfico de pessoas registrados em 2012 chegaram a 1.168. O tráfico interno de pessoas foi o de maior incidência, tendo a adoção ilegal como o caso mais recorrente.

Os casos de tráfico para fins de adoção ilegal, tanto internos quanto internacionais, chegam a 57 ao todo. Em seguida, vêm os casos de exploração sexual, com 34 incidências.

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Sobre o aumento no número de notificações, o ministro da Justiça, Eduardo Cardozo, destacou a importância na conscientização da população acerca desse problema.

— Isto mostra que está havendo uma conscientização maior de vítimas ou pessoas que sabem da existência desse crime, no desejo de informar as autoridades, o que tem permitido mais ações. Mas ainda há muito a fazer, pois sabemos que o universo de pessoas vítimas desse crime é muito maior, então precisamos nos esforçar e unir cada vez mais em relação a isso.

Para Paulo Abrão, secretário Nacional de Justiça, uma das conquistas no combate ao tráfico de pessoas foi a redução no número de crianças e adolescentes vítimas.

— Elas representavam 60% das vítimas. Hoje são 40% das mulheres entre 10 e 29 anos de idade, sem escolaridade, de cor negra e pobres, que representam a maioria das vítimas do tráfico de pessoas para fins de exploração sexual.

Durante o lançamento do relatório, na segunda-feira (28), o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, foi iluminado na cor azul, como tema alusivo à iniciativa.