Brasil Governo concorda com votação da reforma da Previdência em duas ou três semanas na Câmara

Governo concorda com votação da reforma da Previdência em duas ou três semanas na Câmara

Deputados dizem precisar de tempo para convencer bases sobre a importância da medida

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Objetivo do Planalto é levar o texto aprovado na Comissão à votação com pelo menos 330 votos garantidos

Objetivo do Planalto é levar o texto aprovado na Comissão à votação com pelo menos 330 votos garantidos

Folha Vitória - Cidades 3

O governo aceitou os apelos da base aliada na Câmara e concordou com a votação do primeiro turno da reforma da Previdência no plenário em duas ou três semanas. Deputados argumentaram que precisam desse tempo para convencer suas bases eleitorais sobre a importância da medida.

Enquanto os parlamentares tentam persuadir seu eleitorado de que a reforma é necessária, o governo pretende atuar também sobre os deputados que ainda resistem à PEC (Proposta de Emenda à Constituição).

o objetivo é levar o texto do relator Arthur Maia (PPS-BA) à votação com margem favorável, ou seja, com pelo menos 330 votos garantidos. Para aprovar a PEC, são necessários 308 votos em duas votações.

Reforma da Previdência: votação pode ser adiada para segundo semestre

Os deputados também alegaram que as próximas semanas são necessárias para amenizar a pressão sobre a Câmara, de forma que as atenções sejam divididas com o Senado, que têm agora em mãos a reforma trabalhista para votar.

Na próxima terça-feira (9), senadores do PMDB se reunirão com o governo para discutir a agenda de votações naquela Casa e avaliar o grau de influência do líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), sobre os peemedebistas. A reunião foi articulada pelo líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR).

No mesmo dia, a comissão especial da Câmara se reunirá para apreciar os 11 destaques restantes para concluir a votação da reforma previdenciária. Um esquema especial de segurança já foi montado para conter eventuais manifestações.

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