Operação Lava Jato
Brasil Nova fase da Operação Lava Jato cumpre mandados em São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal

Nova fase da Operação Lava Jato cumpre mandados em São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal

Policiais federais estão nas ruas desde a madrugada. Alvo principal é ex-tesoureiro do PT

Nova fase da Operação Lava Jato cumpre mandados em São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal

Ex-tesoureiro do PT é o principal alvo da nova fase da Lava Jato

Ex-tesoureiro do PT é o principal alvo da nova fase da Lava Jato

Nilson Bastian/25.06.2013/Câmara dos Deputados

A PF (Polícia Federal) deflagrou a 31ª fase da Operação Lava Jato nesta segunda-feira (4) em São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal em investigação que apura fraudes em uma obra no Cenpes (Centro de Pesquisas da Petrobras) no Rio de Janeiro.

Ao todo, 110 policiais federais e 20 servidores da Receita Federal estão nas ruas desde a madrugada para cumprir mandados. São, ao todo, 35 mandados judiciais, sendo quatro deles de prisão temporária, um de prisão preventiva, 23 de busca e apreensão e sete conduções coercitivas.

A Justiça apura a prática de crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e fraude a licitação num contexto amplo de sistemático prejuízo financeiro imposto à Petrobras.

Chamada de Abismo, essa fase tem como principal alvo Paulo Ferreira, ex-tesoureiro do PT, que já está preso, contra quem foi expedido mandado de prisão preventiva.

Leia mais notícias de Brasil e Política

Paulo Ferreira foi capturado na Operação Custo Brasil, que mirou o ex-ministro Paulo Bernardo, na última sexta-feira (24).

Deputado federal pelo PT do Rio Grande do Sul entre 2012 e 2014, Ferreira é acusado de participar de um esquema de desvio de verbas no Ministério do Planejamento.

Investigação

A operação da PF desta segunda-feira apuram fraudes em licitação, repasses a partidos políticos ilegais e pagamentos indevidos a servidores da Petrobras no âmbito da reforma do Cenpes (Centro de Pesquisas da Petrobras), na Ilha do Fundão, no Rio de Janeiro.

A operação foi batizada de Abismo como uma referência às tecnologias de exploração de gás e petróleo em águas profundas, desenvolvidas no Cenpes.

Segundo a PF, também remete "à localização das instalações [Ilha do Fundão] e à demonstração que esquemas como estes identificados levaram a empresa aos recantos mais profundos da corrupção e da malversação do dinheiro público".

Os detidos na Operação Abismo serão levados para a PF em Curitiba (PR) ainda hoje — com exceção de Paulo Ferreira, que já está preso na Superintendência da PF em São Paulo (SP) em razão dos crimes a ele atribuídos na recente Operação Custo Brasil.