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‘Uber do ônibus’ promove viagens para o RJ a partir de R$ 50

Diferença de preço pode chegar a 120%, na comparação com passagens rodoviárias convencionais. Em nota, a ANTT diz que não fiscaliza app

Brasil|Márcia Rodrigues, do R7

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Ingridy já viajou de graça por divulgar para amigos
Ingridy já viajou de graça por divulgar para amigos

A influencer digital Ingridy Hellen Belmont de Souza, 24 anos, descobriu o app Buser, conhecido como o “Uber do ônibus”, quando estava navegando no seu perfil da rede social Facebook. Desde então, sempre que viaja compra sua passagem pelo aplicativo. Já foi para o Rio de Janeiro, Araçatuba (SP), Curitiba (PR) e outros destinos utilizando um dos ônibus fretados pela plataforma.

Ela lembra que pagou de R$ 50 (executiva) a R$ 100 (leito cama) por uma passagem para o Rio de Janeiro. “Quando eu comecei a usar o Buser, havia uma promoção que quem divulgasse o app, ganhava buedas [moedas virtuais do aplicativo] para realizar viagens grátis. Eu fiz vários destinos sem pagar, porque gostei da proposta e indiquei para muitos amigos. ” Ingridy diz que um de seus posts atingiu mais de 22 mil curtidas e viralizou.

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Stephanie usou o app em junho
Stephanie usou o app em junho

Uma pesquisa feita pela reportagem do R7 no site Click Bus, que vende passagens rodoviárias pela internet, constatou que uma passagem na classe executiva para o Rio de Janeiro, com saída na noite de sábado (13), custava a partir de R$ 109,99, e a do leito cama, a partir de R$ 219,99. Ou seja, a diferença aproximada de preço de ambos é de 120%.

Outra consumidora que aderiu ao app foi a analista de recursos humanos Stephanie Santana, 26 anos. Ela viajou pela primeira vez com o Buser, para o Rio de Janeiro, no final de junho. “Cheguei a cotar passagem aérea, mas não encontrei por menos do que R$ 400. Soube sobre o Buser, cotei a viagem e paguei R$ 50. A partir de agora eu vou sempre pesquisar no app antes de viajar. ”

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Como funciona?

A companhia, fundada em 2017, conecta passageiros a operadoras de turismo, principalmente de ônibus. Entre as 50 empresas parceiras, estão: Levare (SP) TJ Tur (RJ), Pedra Azul (ES), Expresso JK (DF), Lucretur (SC) e Islatour (SP). Desde o início de suas operações, o Buser já transportou quase 200 mil pessoas para mais de 60 cidades.

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“Utilizamos ônibus de empresas que trabalham com turismo, que já são licenciadas para atuar nesse mercado”, esclarece Marcelo Abritta, CEO da Buser.

O que muda na comparação com o transporte rodoviário tradicional, segundo Abritta, é que em vez de o consumidor comprar passagens individuais, ela é adquirida em grupo. “Na rodoviária tem uma ou duas empresas que atuam em determinados destinos, mas não competem entre si, por isso o preço não difere. Nós cotamos a viagem com 50 parceiras. Quem oferecer o melhor preço, fechamos. ”

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Abritta: quase 200 mil passageiros
Abritta: quase 200 mil passageiros

Todas as viagens em operação são comunicadas no app. Caso não seja atingida a cota mínima, ela pode ser cancelada. “Somos muito transparentes. Avisamos no momento da reserva se aquela viagem está confirmada ou não. Se ainda não estiver, comunicamos com o mínimo de 48 horas de antecedência sobre o seu cancelamento e reembolsamos todo mundo. Nunca tivemos problemas. ”

Uma viagem para o Rio de Janeiro pode custar de R$ 50 a R$ 70 (classe executiva), dependendo se o ônibus estiver cheio ou não, a R$ 100 o leito cama.

O ponto de encontro dos passageiros, normalmente, é marcado em um estacionamento fechado, numa região central ou próxima a uma estação do Metrô. O app avisa o local, envia o mapa e o contato da equipe no Whatsapp, caso seja necessária alguma informação adicional.

Em caso de acidente, tanto a operadora de turismo quanto o Buser se responsabilizam pelo ocorrido e acionam seus seguros, de acordo com Abritta. “A empresa tem a obrigação legal, e nós temos a obrigação moral de assumir isso”, comenta.

Em nota, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) afirma que atua para garantir o cumprimento das resoluções que normatizam o setor de transporte de passageiros por vias federais.

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“Ressaltamos que o aplicativo Buser não é objeto direto da fiscalização da Agência. As empresas que prestam o serviço de transporte de passageiros, por meio dele, poderão ser fiscalizadas tanto pela Agência quanto por outros órgãos fiscalizadores de transporte, de acordo com o tipo de serviço prestado (interestadual ou intermunicipal). A competência da ANTT se restringe a viagens que cruzam estados. A Agência tem se reunido para avaliar o impacto das novas tecnologias na área de transportes e como estas podem contribuir para melhorar a prestação de serviço aos usuários de transporte interestadual, observando e propondo novas normas ao setor. No entanto, há normas vigentes que precisam ser respeitadas por todas as empresas que prestam serviço de transporte rodoviário de passageiros, que são:

- Para prestar o transporte interestadual e internacional rodoviário regular de passageiros, a empresa deverá cumprir o que determina a Resolução nº. 4770/2015 da ANTT.

- E para prestar o transporte interestadual e internacional rodoviário FRETADO de passageiros, ela deverá cumprir a Resolução nº. 4777/2015. ”

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