Brasília 'Estou correndo risco', diz subsíndico também agredido por personal

'Estou correndo risco', diz subsíndico também agredido por personal

Orientação é que, se o agressor tentar entrar no prédio onde o caso de violência ocorreu, a PCDF deverá ser acionada

  • Brasília | Do R7

Registro da agressão por câmeras de segurança

Registro da agressão por câmeras de segurança

Reprodução

A agressão cometida pelo personal Henrique Sampaio Campos contra o síndico do Luna Park, em Águas Claras, Wahby Khalil, não foi a primeira registrada a respeito dele. Há um ano, o subsíndico do edifício, Marcos Laterza, também protocolou um boletim de ocorrência após ser agredido pelo morador. Agora, enquanto Khalil se recupera no hospital, Laterza teme novas investidas de Henrique. "Estou correndo risco", resume. 

Como não há um mandado de prisão expedido contra Henrique, ele não é considerado foragido. "Isso me preocupa, não posso impedir sua entrada", afirma Laterza. O personal ainda não se apresentou à polícia nem retornou ao condomínio onde mora. A orientação dada à portaria remota é alertar a Polícia Civil caso ele apareça. "E se por acaso houver tentativa de entrada via tag, reconhecimento facial para o apartamento dele, é para de imediato acionar a polícia e depois a mim, nessa sequência", explica o subsíndico. 

Henrique não foi localizado para comentar o caso.

Repúdio

A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) condenou a agressão sofrida por Wahby Khalil. A vítima está internada em um hospital particular na capital e passou por uma cirurgia na manhã deste sábado (19).

Por meio de nota, a presidente da Comissão de Direito Condominial, Myrian Mendes, classificou a agressão de truculenta e abusiva. "No caso em questão, restou demonstrado que o síndico agredido estava em pleno exercício de sua função em prol de toda a comunidade condominial, não podendo, jamais, sofrer intimidações, ameaças, chantagens, tampouco agressões."

Ela finaliza a nota se solidarizando com Khalil, e afirma que a OAB vai acompanhar os desdobramentos do caso junto à Polícia Civil e ao Ministério Público.

Mais cedo, em um vídeo gravado dentro do hospital e enviado ao advogado Edson Alexandre, Khalil agradeceu o apoio que vem recebendo pelas redes sociais após a divulgação do caso. Pela manhã, houve uma manifestação em frente ao Luna Park, onde ele mora, em repúdio à agressão.

O caso

Nesta quinta-feira (17), câmeras do circuito interno de segurança da academia do prédio flagraram a discussão entre o professor de educação física e Khalil e a posterior agressão ao síndico, que foi atingido por um soco no rosto.

De acordo com o advogado de Khalil, Edson Alexandre, a briga teria começado após o síndico ter informado ao treinador sobre reclamações de outros moradores a respeito do barulho que o saco de pancadas estaria fazendo e dos danos causados no teto.

O advogado ainda informou que a vítima, Wahby Khalil, teria comunicado ao professor que precisaria retirar o saco de pancadas do local e levaria a situação para a assembleia. “O morador, revoltado, agrediu o síndico e tentou agredir o funcionário do condomínio também, que só não foi agredido porque fugiu”, afirmou Alexandre. Khalil, que também é jornalista, ficou com hematomas no rosto e na cabeça, além de ter um dente quebrado.

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