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Prefeito de Araraquara diz que o país passa por municipalização silenciosa da segurança pública

Segundo Edinho Silva, no caso de São Paulo, boa parte das despesas, incluída a da Polícia Civil, têm ficado com os municípios

Brasília|Do R7, em Brasília



Reprodução - RECORD - 10.4.2024

O prefeito de Araraquara (SP), Edinho Silva, disse nesta quarta-feira (10) que o Brasil passa atualmente por um processo de municipalização silenciosa da segurança pública. Edinho afirmou que os municípios estão arcando com várias despesas que, historicamente, não eram deles. O prefeito comentou a expansão das atribuições das guardas municipais. “E no caso nós de São Paulo boa parte das despesas, incluída a da Polícia Civil do Estado de São Paulo, têm ficado com os municípios”, afirmou. As declarações foram dadas em uma entrevista exclusiva à jornalista Renata Varandas, da RECORD. A entrevista será transmitida nesta quinta-feira (11), às 19h, pela RECORD NEWS.

Para Edinho, tem ocorrido uma reorganização das políticas públicas por parte do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Isso está nos dando condições para organizar melhor”, disse o prefeito.

Edinho também falou sobre a polarização política que ocorre atualmente no mundo. “E o Brasil também está inserido nessa polarização”, alertou. “Porque o que explica internacionalmente aquilo que acontece no Brasil é que se o mundo está mais pobre por conta da crise econômica. Nós abrimos infelizmente espaço para fenômenos políticos que são perversos do ponto de vista de uma concepção civilizatória que nós buscamos de um mundo mais justo mais humano”, disse. “Os americanos querem o seu país só para eles então tem discurso contra Imigrantes. Nós tivemos infelizmente um presidente nos Estados Unidos se elegeu em função de construir um muro para que os imigrantes não entrassem”, acrescentou.

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Segundo Edinho, está ocorrendo uma polarização internacional entre o sentimentos mais democratas, mais humanistas, e aqueles que defendem o modelo de sociedade que classificou como “mais autoritário mais preconceituoso”. “Bolsonaro, eleito presidente da da República, legitimou sentimentos muito ruins. Um presidente que tem frases racistas, homofóbicas, machistas. Um presidente que defende que todo mundo tem que ter uma arma na cintura e sair atirando um no outro. Um presidente que, infelizmente, estimulou o ódio, a intolerância. Ele acabou legitimando uma concepção de país muito ruim”, afirmou. “O grande desafio do governo do presidente Lula é fazer gestos de reunificação do Brasil, é diminuir essa polarização, é diminuir essa coisa quase cega, quase irracional”, acrescentou.


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