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Suspeito de omissão no ataque aos Três Poderes, ex-comandante-geral da PMDF deixa prisão

O  ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes concedeu a liberdade provisória ao coronel nesta sexta

Brasília|Luiz Calcagno, do R7, em Brasília


Jaqueline Husni/Agência Brasília
Jaqueline Husni/Agência Brasília

O ex-comandante-geral da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) coronel Fábio Augusto Vieira deixou, nesta sexta-feira (3) o Regimento de Polícia Montada de Taguatinga, onde estava preso. Vieira era o responsável pelo comando da corporação no dia da invasão das sedes dos Três Poderes, em 8 de janeiro.

O coronel é investigado por suspeita de omissão. Na última sexta-feira (30), a defesa do militar pediu a suspensão da prisão preventiva. Os advogados destacaram que , segundo o organograma da Polícia Militar, Vieira não era o responsável direto para destacar as tropas para a Esplanada dos Ministérios.

Outro ponto levantado é que o então comandante participou ativamente das tentativas de conter os extremistas e não teve as ordens de reforços de militares atendidas. Pesou a favor de Vieira um trecho do relatório do interventor federal no DF, Ricardo Cappelli, que relata a atuação do militar no 8 de janeiro.

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No texto, Cappelli afirma que o coronel "esteve em campo atuando operacionalmente", que foi ferido e que há evidências de que "o coronel perdeu a capacidade de liderar seus comandados diretos, uma vez que suas solicitações por reforço não foram consideradas nem atendidas prontamente".

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Na manhã desta sexta, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes concedeu a liberdade provisória do ex-comandante-geral. Na medida cautelar, Moraes proíbe a saída do militar do Distrito Federal sem prévia comunicação à Corte. O ministro também levou em conta o relatório de Cappelli na decisão.

“O relatório [...], em princípio, indica que Fábio Augusto Vieira, embora exercesse, à época, o cargo de Comandante-Geral da Polícia Militar do Distrito Federal, não teria sido diretamente responsável pela falha das ações de segurança que resultaram nos atos criminosos ora investigados, além de apontar que o investigado esteve presente na operação, foi ferido no combate direto aos manifestantes e não teve as suas solicitações de reforços atendidas”, afirmou o ministro.

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