Cidades Custo da cesta básica cai em JP e outras 12 capitais em julho

Custo da cesta básica cai em JP e outras 12 capitais em julho

No mês de julho, o custo da cesta básica caiu em 13

Portal Correio

No mês de julho, o custo da cesta básica caiu em 13 das 17 capitais analisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Nas outras quatro capitais, o custo subiu. Em João Pessoa, a redução no mês foi de 2,95%.

Apesar da redução em julho, os números acumulados de 2020 e dos últimos 12 meses registram alta em João Pessoa.

João Pessoa – Números de julho

Valor da cesta: R$ 417,75 Variação mensal: – 2,95 % Variação no ano: 11,83% Variação em 12 meses: 8,34% Produtos com alta de preço médio em relação a junho: farinha (5,35%), arroz
(4,41%), açúcar (4,33%), pão (2,29%), manteiga (1,66%) Produtos com redução de preço médio em relação a junho: tomate (-18,09%), feijão
(-6,31%), carne (-1,72%), café (-1,66%), banana (-1,46%), leite (-0,47%) O óleo não apresentou alteração na média dos preços praticados Jornada necessária para comprar a cesta básica: 87 horas e 57 minutos Percentual do salário mínimo líquido para compra dos produtos da cesta em João
Pessoa: 43,22%

Entre as capitais analisadas, a cesta básica mais cara encontrada foi a de Curitiba, onde o preço médio estava em torno de R$ 526,14; seguida por São Paulo, com custo médio de R$ 524,74. A cesta mais barata era a de Aracaju, com preço médio de R$ 392,75.

Em Curitiba, o preço da cesta cresceu 3,97%, o que também ocorreu em Florianópolis, com crescimento de 0,98%, Campo Grande, 1.01%, e Recife crescimento de 0,18%.

Coleta

Por conta da pandemia do novo coronavírus, o Dieese suspendeu a coleta presencial de preços e começou a coletar os preços por meio de telefone, aplicativos de entrega, email e consultas na internet. Com a dificuldade para coletar esses dados, a amostra teve que ser reduzida. Somente na capital paulista a coleta continua sendo feita de forma presencial.

“Entretanto, é importante levar em consideração que as variações devem ser relativizadas, uma vez que os preços médios observados são resultado não só da atual conjuntura, mas do fato de não ter sido possível seguir à risca a metodologia da pesquisa. Sem a coleta presencial, os preços podem estar subestimados ou superestimados”, explicou a entidade, ressaltando que os dados captados pela internet referem-se em geral às grandes redes varejistas com lojas online. Outro problema que pode interferir no preço é o fato de que os produtos podem ser de marcas diferentes das que eram habitualmente coletadas na pesquisa presencial.

Salário mínimo

Com base na cesta mais cara do país, o valor do salário mínimo em dezembro, necessário para suprir as despesas de um trabalhador e de sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, teria que ser de R$ 4.420,11, o que corresponde a 4,23 vezes o salário mínimo vigente, de R$ 1.045.

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