Logo R7.com
Logo do PlayPlus
Notícias R7 – Brasil, mundo, saúde, política, empregos e mais
Publicidade

Defensoria move ação de R$ 50 milhões contra loja por animais afogados no Rio Grande do Sul

A ação pede também que a loja seja proibida de comercializar animais e de usar gaiolas fixadas, de difícil retirada

Cidades|Carlos Eduardo Bafutto, do R7, em Brasília

Segundo Defensoria Pública, loja deixou animais se afogarem Reprodução / Google Street View

A Defensoria Pública do Rio Grande do Sul ajuizou uma ação contra a Loja Cobasi pedindo indenização de R$ 50 milhões por danos ambientais à saúde pública e psicológicos à coletividade causados pelas mortes de mais de 40 animais no alagamento ocorrido em duas unidades da marca, em Porto Alegre. A ação pede também que a loja seja proibida de comercializar animais e de usar gaiolas fixadas, de difícil retirada. O R7 tenta contato com a Cobasi. O espaço segue aberto para posicionamento.

Leia também

Ao R7, o defensor público dirigente do Núcleo de Defesa Ambiental da DPE, João Otávio Carmona Paz, disse que a Defensoria procurou pela defesa da loja, mas não encontrou o contato dos advogados da empresa. “Com o ajuizamento da ação, eles serão notificados e terão a chance de defesa”, afirmou. João Otávio explicou que os danos psicológicos à coletividade se dão pelas imagens dos animais mortos. “Em uma sociedade tão abalada pela tragédia, aquelas imagens de abandono e descuido geram danos psicológicos às comunidades de Porto Alegre, do Rio Grande do Sul e do Brasil”, afirmou.

De acordo com a Defensoria, em uma das lojas, que fica no subsolo de um shopping na capital gaúcha, dezenas de aves, peixes e roedores foram deixados durante a inundação em 3 de maio. “Segundo testemunhas, mesmo com o fechamento do shopping neste dia, ainda era possível acessar a loja nos dias seguintes e fazer a retirada dos animais”, diz a Defensoria em nota. Para João Otávio que assina a ação, fica evidente que a loja teve cinco dias para tirar os animais de forma segura. “Porém, mesmo observando o nível da água subir, nada fez. Nenhuma testemunha menciona ter visto algum funcionário da loja ir até o local conferir os animais, sequer para ver se tinham comida e água”, afirma.

Ainda de acordo com a Defensoria, a gerente da loja afirmou que seguiu ordens para aguardar a evolução do alagamento e que teria deixado água e comida para os animais, suficientes para dois ou três dias. No entanto, ela não voltou mais ao shopping. A responsável também confirmou que equipamentos eletrônicos foram colocados em carrinhos de compras no mezanino, que ficou intacto, enquanto os animais ficaram no andar de baixo. “Nessa loja, ao menos 38 animais mortos foram encontrados”, afirma a Defensoria.

Publicidade

Na outra loja, os funcionários teriam fechado o estabelecimento, alegando ter deixado comida e água para cinco dias, mas não voltaram mais ao local por uma semana. “O resultado só não foi o mesmo da unidade que fica no shopping, porque ativistas entraram na loja e retiraram os animais. Entretanto, quatro já estavam mortos”. diz a Defensoria.

De acordo com o defensor público, a empresa atingiu a saúde pública. “A decomposição dos cadáveres expôs e ainda está expondo pessoas a diversas doenças”, afirma. “Isso porque o contato de animais com água de esgoto infectada propicia a contaminação por leptospirose, raiva, hepatite, entre outras doenças”. explica. Também assinam a ação, a subdirigente do Núcleo de Defesa Ambiental, Andreia Filianoti Gasparini, e a defensora pública Paula Guerrero Moyses.

Últimas

Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.