Bombeiros registram 277 incêndios em áreas verdes na Capital

O tempo seco, comum neste período do ano, facilita a ocorrência de queimadas tanto na área rural quanto na urbana. Em Campo Grande o volume de atendimento a este tipo de chamado já teve reação. Os incêndios em terrenos baldios e áreas verdes ocorrem diariamente. Um dos últimos locais afetados foi uma área no Parque […] O post Bombeiros registram 277 incêndios em áreas verdes na Capital apareceu primeiro em Diário Digital.

O tempo seco, comum neste período do ano, facilita a ocorrência de queimadas tanto na área rural quanto na urbana. Em Campo Grande o volume de atendimento a este tipo de chamado já teve reação. Os incêndios em terrenos baldios e áreas verdes ocorrem diariamente.

Um dos últimos locais afetados foi uma área no Parque Ecológico do Sóter atingida por incêndio nesta quinta-feira (13). Para combater as chamas, o Corpo de Bombeiros deslocou duas viaturas e seis militares. Foram utilizados 1.500 litros de água, abafadores e bombas costais. O trabalho de combate ao fogo durou cerca de duas horas.. 

De acordo com o relações públicas do Corpo de Bombeiros, tenente-coronel Fernando Carminati, as ocorrências de incêndios em vegetação atendidas pela corporação somente neste mês somam 277 na Capital e 262 no interior. Os números se aproximam da quantidade de incêndios atendidos no mesmo período de 2019 quando foram contabilizadas 600 ocorrências tanto em Campo Grande quanto nos demais municípios. 

Com o tempo mais seco uma simples bituca de cigarro pode causar uma fagulha dando início a um incêndio em vegetação. Outra forma que agrava é atear fogo em terrenos para limpeza. Segundo a Lei de Crime Ambientais, essa prática é considerada crime que configura o ato de causar poluição, que coloque em risco a saúde humana, segurança dos animais ou que destrua a flora. Na Capital, por exemplo, a legislação prevê multa entre R$ 2.339,00 e R$ 9.356,00. 

Provocar incêndios em mata ou floresta pode gerar prisão em flagrante, a pena prevista é de dois a quatros anos de reclusão. Além disso, a pessoa poderá ser autuada administrativamente e multada entre R$ 1 mil por hectare em áreas não protegida por lei e R$ 5 mil em áreas protegidas. 

A denúncia para queimadas em terreno baldio pode ser feita via Disque Denúncia 156, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Gestão Urbana, informando corretamente o endereço do terreno para que seja realizada a fiscalização. 

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a fumaça produzida pela queimada urbana produz substâncias químicas que penetram no solo e nas plantas, expondo as pessoas ao risco de adoecerem tanto pela inalação quanto pela ingestão de alimentos contaminados com material particulado (pó da queimada urbana), monóxido de carbono, ácido clorídrico, ácido cianídrico, benzeno (causador de pedra nos rins), estireno, formaldeído, arsênio, benzopireno, dioxina, furano, hidrocarbonetos policíclicos e metais pesados.   

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