Diário Digital Enquanto polícia buscava por corpo após confissão de assassinato, “morto” aparece e desmente “João Mentira”

Enquanto polícia buscava por corpo após confissão de assassinato, “morto” aparece e desmente “João Mentira”

A história é, no mínimo, inusitada e pegou os moradores de Paraíso das Águas (MS) de surpresa. Enquanto a Polícia Civil e familiares de Mário Lima, de 33 anos, procuravam pelo corpo dele, após um homem chamado João Carlos Colman de Freitas, de 37 anos, vulgo “João Mentira”, confessar ter assassinado Mário a facadas, o […] O post Enquanto polícia buscava por corpo após confissão de assassinato, “morto” aparece e desmente “João Mentira” apareceu primeiro em Diário Digital.

A história é, no mínimo, inusitada e pegou os moradores de Paraíso das Águas (MS) de surpresa. Enquanto a Polícia Civil e familiares de Mário Lima, de 33 anos, procuravam pelo corpo dele, após um homem chamado João Carlos Colman de Freitas, de 37 anos, vulgo “João Mentira”, confessar ter assassinado Mário a facadas, o “morto” apareceu na cidade, na noite desta quinta-feira (10).

Tudo começou no dia 30 de maio, quando o irmão de Mário procurou a polícia e informou o desaparecimento dele. O homem disse que a vítima tinha saído para trabalhar em Paraíso, no dia 29 de maio (sexta-feira), e não voltou.

A polícia passou a investigar o caso e descobriu que Mário foi visto em uma boate do município em um veículo Gol, de cor branca, durante a madrugada de 30 de maio, com outros dois homens.

Os amigos da suposta vítima naquela noite eram José Augusto Castro da Silva, 44 anos, e o “João Mentira”. Para a polícia, a dupla teria conhecido Mário em Paraíso das Águas e eles saíram para ir até uma casa de prostituição. Acreditava-se que Mário havia sido roubado e morto pelos dois homens procurados como “suspeitos de homicídio”.

No desenrolar da história, depois de dias de buscas pelo corpo de Mário, nesta segunda-feira, 7 de junho, o veículo Gol em que o trio estava foi encontrado submerso nas águas do rio São João, região da Fortaleza, em Rochedo, a 84 km de Campo Grande.

Foram cerca de 5 horas de trabalho da Perícia, Corpo de Bombeiros e Polícia Civil, para resgatar um cadáver que estava dentro do carro. A vítima era o passageiro José Augusto. Diante das provas e desaparecimentos, tudo indicava que a dupla estava fugindo para se esconder, quando houve o acidente de carro.

Na terça-feira (08), “João Mentira” foi preso, em Rochedo (MS). O curioso é que ele, apesar de ser inocente (a “vítima” está viva), não negou os fatos. Pelo contrário, além de confessar o homicídio de Mário, ele ainda deu detalhes do crime.

Na versão do preso, durante a curtição, houve uma briga e José Augusto matou Mário a facadas, com a ajuda dele. A dupla jogou o corpo da vítima no rio e, em seguida, fugiu para Rochedo. Como João e José estavam bêbados seguindo pela estrada vicinal ocorreu o acidente. José teria perdido o controle da direção, o veículo caiu no rio e “João Mentira” conseguiu se salvar deixando o amigo para trás.

“É alma penada?” Como se nada tivesse acontecido, depois de 11 dias, Mário voltou para casa.  O “morto” reapareceu e surpreendeu até os policiais.   A “ex-vítima”, disse que no dia 30 de maio foi parar em Campo Grande, sem saber como e que não se lembrava de nada. Para voltar para casa, Mário resolveu procurar uma assistente social na Capital, sendo abrigado, até conseguir uma passagem para voltar a Paraíso.

Ele disse que como não tinha conhecimento que havia sido dado como morto, não procurou nenhum familiar. Os motivos dele ter agido assim, também não estão claros.

Fato é que “João Mentira” foi colocado em liberdade pelo homicídio de Mário. Ao ser desmascarado na mentira, disse que inventou a história porque estava confuso. Ele vai responder por homicídio doloso com dolo eventual pela morte de José Augusto no acidente e ainda pelo falso testemunho a polícia.

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