Santa Casa capta 1º pulmão do ano

Na tarde de ontem (9), a OPO (Organização de Procura de Órgãos) da Santa Casa de Campo Grande realizou mais uma captação de múltiplos órgãos. E, neste mês dedicado à conscientização da população sobre a importância da doação de órgãos para salvar outras vidas – Setembro Verde, o hospital teve a doação do 1º pulmão […] O post Santa Casa capta 1º pulmão do ano apareceu primeiro em Diário Digital.

Na tarde de ontem (9), a OPO (Organização de Procura de Órgãos) da Santa Casa de Campo Grande realizou mais uma captação de múltiplos órgãos. E, neste mês dedicado à conscientização da população sobre a importância da doação de órgãos para salvar outras vidas – Setembro Verde, o hospital teve a doação do 1º pulmão em 2020.

Para o enfermeiro coordenador da OPO, o sucesso da captação foi muito comemorado por toda a equipe, principalmente devido ao momento enfrentado pela saúde em todo o país. “Mesmo em uma pandemia de um vírus respiratório, nós conseguimos fazer essa captação. E a Santa Casa só pode realizar esse procedimento devido ao rigor dos protocolos de biossegurança aqui aplicados, incluindo o isolamento dos pacientes neurológicos críticos e a realização prévia de exames, entre eles o que detecta o Sars-COV2, o coronavírus. Só depois dessa etapa é feita a abordagem das famílias para a autorização da doação de órgãos”, disse Rodrigo Gomes.

O doador morava no interior do Estado e teve um traumatismo cranioencefálico grave que evoluiu para morte encefálica. Na oportunidade, foram doados fígado, pulmão, rins e córneas. O fígado, o pulmão e um dos rins foram levados para São Paulo.  O outro rim doado, permaneceu na Santa Casa para ser transplantado em um paciente de 48 anos, morador da Capital, que fazia hemodiálise há quase duas décadas. As córneas doadas permaneceram no Banco de Olhos do hospital para serem analisadas e, posteriormente, usadas para transplantes e procedimentos oftalmológicos.

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A ação envolveu várias equipes de profissionais da saúde da Santa Casa e também de hospitais paulistas. A condução das equipes, em tempo hábil, foi feita por meio do setor de Transporte Aéreo do Governo do Estado de MS (Casa Militar), que trouxe parte dos profissionais até a Santa Casa. Após a captação, contando com o apoio da Central Estadual de Transplante (CET) e de batedores da Polícia Militar de Trânsito, os órgãos e as equipes seguiram de volta para São Paulo onde pacientes já aguardavam pelos implantes.

Além do momento de grande emoção pela própria ação envolvida, a captação também proporcionou o reencontro do médico Guilherme Vieira Soares de Carvalho, que fez residência em cirurgia geral na Santa Casa, com colegas de profissão.  “ A Santa Casa de Campo Grande é a ‘Santinha’ de verdade. Aqui eu frequentei o Pronto-socorro e as enfermarias desde o segundo ano da faculdade. Depois eu fiz residência aqui na ‘Santinha’ e eu devo uma grande parte da minha formação à esse Estado, à capital e principalmente à esse hospital que me recebeu durante muitos anos. E, agora, estou retornando para poder ajudar um paciente nosso lá em SP”, lembrou o cirurgião torácico.

Dr. Guilherme retornou chefiando a equipe do pulmão ao lado da enfermeira Débora Santos Ribeiro. Os cirurgiões que atuaram na captação pela equipe do fígado foram os médicos: Drª Fernanda Aires Lucena e Dr. Beimar Zeballos Sempertegui, com o apoio da enfermeira Maria Lucineia de Almeida. Pela Santa Casa, participaram da captação os médicos Dr. Gustavo Dutra, pela equipe da urologia, e o Dr. Renato Cheade, pela equipe de cirurgia torácica. Além destes, também foram importantes no procedimento, toda a equipe multiprofissional e de apoio do centro cirúrgico que envolve médicos anestesistas, enfermeiros, intrumentadora cirúrgica e técnicos em enfermagem. 

Total de Captações

De janeiro de 2020 até o momento, a Santa Casa de Campo Grande registrou quatro captações de coração, um pulmão, 14 fígados, 37 rins e 101 córneas. Neste mesmo período, a Organização de Procura de Órgãos registrou 73 mortes encefálicas no hospital.  Desse total, 43 pacientes estavam aptos à doação, mas somente 22 deles tiveram os órgãos e tecidos captados, ou seja, quase metade das famílias acolhidas não autorizam a doação.

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