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Enchentes no Rio Grande do Sul gerarão 46 milhões de toneladas de resíduos, prevê universidade

Maior impacto é registrado na sub-bacia de Gravataí, e pesquisadores da UFRGS explicam que são esperados dois picos de geração de lixo

Cidades|Plínio Aguiar, do R7, em Brasília

Entulho na avenida Assis Brasil, em Porto Alegre (RS) (Gilmar Alves/Estadão Conteúdo - 22.05.2024)

Uma avaliação preliminar elaborada pela UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) estima que, ao todo, serão geradas 46.746.300 milhões de toneladas de resíduos em decorrência das enchentes que assolam o estado. O maior impacto é registrado na sub-bacia de Gravataí, com 17.580.000 milhões de toneladas de restos. Até as 9h dessa terça-feira (28), o governo gaúcho contabiliza 169 mortes causadas pelas chuvas.

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O levantamento da universidade detalha a distribuição dos resíduos das enchentes no estado gaúcho para além de Gravataí, sendo:

• Sinos (12,6 milhões de toneladas),

• Guaíba (6,4 milhões de toneladas),

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• Taquari (5,1 milhões de toneladas),

• Caí (2,2 milhões de toneladas),

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• Pardo (1,7 milhões de toneladas),

• Jacuí (852 mil toneladas); e

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• Outros (24 mil toneladas).

A disposição se dá por sub-bacia — segundo a UFRGS, o termo é usado para definir áreas de drenagem dos afluentes do curso da água principal e possuem áreas maiores que 100 km² e menores que 700 km².

De acordo com a avaliação de danos da universidade gaúcha, um total de 400 mil estruturas foram parcial ou totalmente inundadas no estado até 6 de maio. “Destas, 44.600 (11%) foram gravemente danificadas ou destruídas, enquanto 170.200 (42%) deverão sofrer graves danos estruturais devido à longa submersão nas águas das cheias. Isso corresponde a aproximadamente 6% do total de estruturas na bacia do Guaíba”, diz o documento.

Dois picos da geração de entulhos

Os pesquisadores explicam, então, que são esperados dois picos da geração de entulhos. O primeiro é derivado de mobiliário e equipamentos industriais, somado àquele proveniente de edifícios destruídos. O segundo, por sua vez, é esperado quando os prédios submersos forem avaliados estruturalmente. A Confederação Nacional dos Municípios estimou, no último dia 12, que os efeitos das inundações causaram, até o momento, prejuízos superiores a R$ 10 bilhões em 446 cidades gaúchas.

A análise da quantidade de resíduos foi feita por pesquisadores do Instituto de Pesquisas Hidráulicas da UFRGS em parceria com a empresa Mox Debris. Essa quantificação é derivada de uma avaliação abrangente de enchentes usando imagens de 6 de maio de 2024, em conjunto com atualizações fornecidas pelo Google.

Já a área ocupada por prédios foi estabelecida com alturas e demais indicadores empresariais. A vulnerabilidade das estruturas, por fim, é derivada da renda média fornecida pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Cada combinação desses fatores, segundo o estudo, proporcionou uma taxa de geração de resíduos, variando de 0,07 a 1,2 toneladas métricas por metro quadrado. Os autores dizem, ainda, que é uma análise preliminar, portanto, ainda não há validade no terreno e é apropriada para o planejamento das respostas do governo em relação aos prejuízos causados pelas chuvas. Uma das indicações seria a destinação à reciclagem, na medida do possível, de forma a amenizar a situação da crise ambiental.

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