Cidades Face Shields são eficazes contra a Covid-19?

Face Shields são eficazes contra a Covid-19?

Conteúdo patrocinado. Enquanto especialistas pelo mundo estão desenvolvendo uma vacina contra o

Portal Correio

Conteúdo patrocinado. Enquanto especialistas pelo mundo estão desenvolvendo uma vacina contra o novo coronavírus, as medidas preventivas se mantêm necessárias para evitar a infecção. Máscaras, higienização das mãos e distanciamento social são algumas delas, além dos escudos faciais conhecidos como face shields, que têm sido usados por parte da população brasileira. Mas esses tipos de máscaras são eficazes?

Sua utilização é uma medida protetiva e preventiva, sim, mas não dispensa o uso da máscara facial e outros cuidados, frisa a Profa. Dra. Ericka Holmes Amorim, de Enfermagem do Unipê. Portanto, em saídas, deve-se lavar as mãos, usar o álcool em gel e manter o distanciamento social. Ao voltar para casa, deve-se higienizar os pertences com álcool ou solução de hipoclorito (duas colheres e meia de sopa de água sanitária para um litro de água, conforme Nota Técnica 47 da Anvisa), deixar os calçados usados na rua em um local reservado, trocar e lavar as roupas e tomar um banho.

Então quais são os benefícios de face shields? Evitar a contaminação da máscara facial é um exemplo. Para os profissionais de saúde, oferece maior proteção facial, menos chances de contaminação das máscaras e menor risco de contaminação pelos olhos, pois ficam atentos a não encostar as mãos no rosto. “Essa medida se estende a outras pessoas, que ao sair de suas casas podem, em algum momento, levar as mãos aos olhos e nariz sem perceber. Logo, ele ajuda a criar certo tipo de adaptação ao novo normal”, considera.

No Brasil, a Anvisa recomenda o uso desse equipamento de proteção individual (EPI) para diminuir o risco de contaminação da máscara N95 ou equivalente. “Considerando mais uma vez a exposição dos profissionais de saúde, a cartilha “Recomendações gerais para  organização dos serviços de saúde e preparo das equipes de enfermagem” do Conselho Federal de Enfermagem sugere pecar pelo excesso de cuidados, por isso, enquanto não obtivermos evidências científicas, ou seja, estudos publicados comprovando a proteção conferida pelo face shield, é importante utilizar esse EPI para proteção pessoal”, diz Ericka.

Outros trabalhadores que tratem com o público também podem usá-lo durante suas atividades para sua prevenção. Mas não seria preciso em locais abertos ou em situações em que a exposição de tempo é curta: o que se deve manter são os outros cuidados.

Infectados e isolados podem usá-lo?

Ericka diz que nada impede seu uso. Contudo, ressalta que sua utilização não dispensa demais medidas protetivas e preventivas. “Considera-se que os cuidados como isolamento social do indivíduo acometido por Covid-19 dentro de sua própria residência e práticas como a utilização de álcool a 70% e da solução de hipoclorito nos objetos utilizados pelo doente, assim como a separação dos pratos e talheres, e cuidados com a roupa de cama e banho, são as medidas que de fato protegerão os comunicantes de adquirirem a doença”, frisa.

Higienização

Assim como todos os objetos, o face shield deve ser lavado e higienizado sempre que for usado, tanto com água e sabão ou álcool a 70% quanto com a solução de hipoclorito – ou outro produto recomendado pelo fabricante do EPI. “Destaca-se que o uso de equipamentos/materiais descartáveis é o mais indicado, quando possível”, conclui.    

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