Folha Vitória Chuva de raios e trovões: entenda o fenômeno que atinge o ES

Chuva de raios e trovões: entenda o fenômeno que atinge o ES

O Espírito Santo registrou 103.397 raios, sendo que 32.445 tocaram o solo, uma média de 2,8 mil raios por hora

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Foto: Foto: Banco de imagem Unplash
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De 2007 para cá a incidência de raios tem crescido na Grande Vitória 

Desde domingo (7) até a tarde desta terça-feira (9), o Espírito Santo registrou 103.397 raios, sendo que 32.445 tocaram o solo, uma média de 2,8 mil raios por hora. Esses números são do Grupo de Eletricidade Atmosférica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Elat/Inpe).

Além desses fenômenos, os barulhos  de trovões têm assustado bastante a população. O jornal online Folha Vitória conversou com o professor de Física do Ifes de Cariacica, Filipe Leoncio Braga, que explicou o motivo dos trovões. "Quando vemos o raio, a parte luminosa, tem haver com a passagem de uma descarga elétrica gigante na atmosfera e que expande o ar em um intervalo de tempo muito pequeno, criando uma onda sonora de grande intensidade por isso o estrondo", disse.

Além disso, o professor ensinou que após o raio, as pessoas podem contar três segundos até ouvir o estrondo. Calcula-se 300 metros por segundo para saber aproximadamente a distância que o raio caiu. Ele destacou que é preciso ter cuidado com os raios e não com os trovões. "Os barulhos de trovoadas não são perigosos, os raios sim", alertou. 

Uma das explicações para as chuvas acompanhadas dos fenômenos é do aquecimento do solo. "Desde 2007 o índice vem aumentando tanto no estado, quanto no Brasil. Em Vitória, por exemplo, com as construções de prédios acaba criando-se uma coluna e uma condição de ar quente", pontuou o professor. 

Funciona assim: Mais calor no solo -> mais evaporação -> mais nuvens = maior probabilidade de chuvas com raios e trovões.

Sobre os cuidados que as pessoas precisam ter, Filipe alertou que quando não há um sistema de para-raios, as pessoas precisam se abrigar dentro de casa ou carros. Em residências próximas aos edifícios com o sistema de proteção contra raios, o prédio cria algo parecido como um cone para as casas vizinhas. "No interior, principalmente, há muitas casas com antenas, tipo as parabólicas, que podem receber o raio e queimar o sistema elétrico da residência, por isso que é importante desligar os equipamentos da tomada para evitar perda", finalizou. 

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